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7 emoções estranhas que os humanos não sentem mais

Você já se sentiu feliz, triste, com raiva ou amedrontado? E aquele ciúme maroto que nos assola vez ou outra? Quase todo mundo tem essas emoções, mesmo que em níveis diferentes. Elas possuem uma grande impacto na maneira com pensamos ou agimos. Ademais, os cientistas descobriram que as emoções muitas vezes são causadas por nossos pensamentos. É por isso que, em uma mesma situação, duas pessoas podem sentir emoções completamente opostas. Afinal, seus pensamentos podem não ser os mesmos. Legal, não é? Bom, indo mais além, podemos dizer que as emoções não são tão fixas ou universais como achávamos. Apesar de comumente sentirmos alegria, raiva, medo e ciúme, a maneira de sentir varia de país a país e também mudam com o tempo. Podemos até dizer que já existiram emoções que nem sequer demonstramos mais; ficaram no passado. A BBC Radio 3 conversou com Sarah Chaney, especialista do Centro para a História das Emoções, no Reino Unido, sobre as ditas “emoções do passado”. Deste diálogo, foram expostas 7 emoções estranhas que os humanos não sentem mais.

Nós bem sabemos que o presente é um resultado do passado. Se certas emoções foram extintas, quer dizer então que alguma coisa aconteceu para chegar a esse ponto. Sem contar que o passado, bem como estas sensações inexistentes na contemporaneidade, podem nos ajudar a entender como nos sentimos hoje.

1- Frenesi

De acordo com a especialista, o Frenesi é uma emoção medieval que nós não sentimos mais. Ao menos não da forma que as pessoas sentiam em tempos passados. “É como a ira, mas é mais específica que a ira – da forma que a compreendemos hoje. Alguém que sentia frenesi ficava muito agitado. Tinha ataques violentos de fúria, fazendo birra e muito barulho”, relatou à BBC Radio 3.

Era impossível sentir frenesi e ficar parado em um mesmo lugar. Esta emoção não era algo essencialmente interno, assim como várias sensações que sentimos hoje. Pelo contrário, o Frenesi possuía manifestações exteriores.

2- Melancolia

Melancolia é comumente usada para descrever a famigerada tristeza… branda. O momento em que ficamos quietos, pensando em nada e olhando para todas as coisas. É basicamente um estado contemplativo. “Mas, no passado, a melancolia era diferente”, refuta Chaney. “No começo da era moderna, acreditava-se que a melancolia era uma aflição física, caracterizada pelo temor”.

A emoção, em tempos anteriores, mais precisamente até o século 16, era uma manifestação biológica. Ela aparecia quando o sujeito tinha muita “bílis negra”. Dessa forma, a pessoa ficava com medo de ao menos se movimentar. “[…] porque pensavam que eram feitas de cristal, que poderia se romper”, conta Chaney.

3- Nostalgia

Segundo Chaney, a mesma lógica da melancolia se aplica ao que chamamos de nostalgia. Antes, ela era considerada como uma enfermidade física capaz de levar à morte. Era uma espécie de doença de marinheiros do século 18, fazendo-os sentir falta de casa.

O desejo de regressar era tanto que havia a transfiguração literalmente da psique para o corpo. Ou seja, não tem nada a ver com a definição atual.

4- Acédia

A acédia foi uma emoção de contexto bem específico. Ela era sentida por monges, afligidos por crises espirituais, que viviam em monastérios. “É possível que, hoje em dia, isso seja catalogado como depressão”, explica Chaney. “Mas a acédia estava especificamente associada a uma crise espiritual e à vida no monastério.”

Os monges com acédia sentiam inquietação, desânimo, apatia e uma forte vontade de desistir. Com o passar do tempo, o termo “acédia” foi se tornando o que chamamos “preguiça”. Esse é uma das emoções estranhas que os humanos não sentem mais.

5- Hipocondria

A hipocondria era outra condição médica associado às questões emocionais. Segundo Chaney, acreditava-se que a emoção era responsável por cansaço, dor e problemas digestivos. Mais tarde, no século XIX, a hipocondria foi identificada como resultante de problema nos nervos. Apesar dos sintomas serem físicos, eram a mente e as emoções que estavam doentes.

6- Demência Moral

A especialista define a demência moral como sendo associada à “loucura moral”. “[…] porque por muito tempo a palavra ‘moral’ significou ‘psicológica’, ‘emocional’ e também ‘moral’ no sentido que usamos agora”. O termo foi cunhado pelo médico James Cowles Prichard, em 1835, que considerava “dementes moralmente” aqueles que atuavam de maneira inconstante ou pouco usual.

No entanto, eles não mostravam sintomas de uma desordem psicológica. Em outras palavras: não era possível prever o que fariam quando colocados sob pressão porque sentiam de maneira extrema. Essa é uma das emoções estranhas que os humanos não sentem mais.

7. Neurose de Guerra

“As pessoas que sentiam neurose de guerra tinham espasmos estranhos. E, com frequência, perdiam a capacidade de ver e escutar – embora não tivessem nenhum problema físico que limitasse visão e audição”, explica Chaney à BBC. A emoção era sentida por soldados que lutaram nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial.

A especialista relata que, no começo da guerra, o pensamento dominante era o de associar os sintomas aos efeitos físicos das explosões. Anos depois, contudo, as pessoas começaram a acreditar que as experiências e o estado emocional provocavam de fato a neurose. Seria algo mais próximo do que hoje entendemos como o estresse pós-traumático.

E aí, percebeu que certas emoções são bastantes particulares de acordo com o tempo e contexto que foram sentidas? Já conhecia alguma delas? Não esqueça de deixar o seu comentário, pois, você sabe, ele é muito importante para nós.

Essa matéria 7 emoções estranhas que os humanos não sentem mais foi criada pelo site Fatos Desconhecidos. E somente copiada por esse portal.

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