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Cientistas afirmam que desvendaram fenômeno celeste apelidado de STEVE

 (Foto: Rocky Raybell)

 

O fenômeno celeste conhecido como STEVE provavelmente é causado por uma combinação do aquecimento de partículas carregadas na atmosfera e elétrons energéticos como aqueles que alimentam uma aurora, afirma nova pesquisa. O nome significa "Strong Thermal Emission Velocity Enhancement" (fortalecimento da velocidade de emissão térmica forte, em tradução livre) e já era observado há muito tempo, mas só entrou na literatura científica após seu rastreamento, em 2016.

Comparado com as auroras que tendem a brilhar em faixas largas de luz verde, azul ou avermelhada, STEVE é relativamente fino e aparece como uma única fita de luz branca-arroxeada — às vezes apresentando também uma faixa de luz verde. Além disso, o fenômeno parece se esticar direto para o céu noturno, muitas vezes abrangendo mais de 600 mil quilômetros.

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De acordo com os autores do estudo publicado pela AGU Geophysical Research Letters, o arco avermelhado e as faixas verdes são dois fenômenos distintos decorrentes de diferentes processos. O primeiro fenômeno é causado pelo aquecimento de partículas carregadas mais acima na atmosfera, semelhante ao processo que faz as lâmpadas brilharem; enquanto isso, o segundo é resultado de um mecanismo similar às auroras típicas.

A representação artística da magnetosfera durante a ocorrência de STEVE, representando a região do plasma que cai na zona auroral (verde), a plasmasfera (azul) e a fronteira entre eles (vermelho). Os satélites THEMIS e SWARM (esquerda e superior) observaram ondas (traços vermelhos) que alimentam o brilho atmosférico e a "cerca" STEVE de (inserção), enquanto o satélite DMSP (fundo) detecta a precipitação de elétrons e um arco incandescente conjugado no hemisfério sul. (Foto: Emmanuel Masongsong, UCLA, and Yukitoshi Nishimura, BU/UCLA)

 

"Aurora é definida pela precipitação de partículas, elétrons e prótons que realmente caem em nossa atmosfera, enquanto o brilho atmosférico de STEVE vem do aquecimento, sem precipitação de partículas", disse Bea Gallardo-Lacourt, da Universidade de Calgary e co-autora do estudo, segundo Phys. "Os elétrons precipitantes que causam a "cerca" verde são, portanto, auroras, embora isso ocorra fora da zona auroral, por isso é realmente único."

O envolvimento público tem sido crucial para os estudos sobre STEVE, já que muitos fotografam e compartilham imagens do fenômeno, fornecendo dados precisos de tempo e localização: "À medida que as câmeras comerciais se tornam mais sensíveis e o entusiasmo [do público] com a aurora cresce e se espalha via mídia social, os cidadãos podem atuar como uma 'rede de sensores móveis' e somos gratos a eles por nos darem dados para analisar", afirma Toshi Nishimura, principal autor do novo estudo.

STEVE apresenta coloração roxa e é mais fino do que as auroras boreais (Foto: Ryan Sault / Alberta Aurora Chasers)

 

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