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Entenda porque aquela cena do Capitão América não é um furo de roteiro

Viagem no tempo é um tema tão delicado que, ao escolher abordá-lo, qualquer história está praticamente fadada a ter um furo de roteiro em sua narrativa. Por melhor e mais épico que tenha sido Vingadores: Ultimato, nem mesmo ele ficou a salvo da “maldição”. O filme utilizou a técnica como base para sua diegese e, ao fazê-lo, gerou uma série de discutições sobre as supostas consequências das ações e decisões realizadas pelos personagens ao longo da projeção. Dentre elas, a última grande escolha do Capitão América.

No entanto, antes de mais nada, vamos tentar esclarecer o que vem a ser esse tal furo de roteiro. O termo caiu na graça do público há alguns anos. Infelizmente, muitas pessoas o utiliza de forma errônea. Sem mergulhar no Silogismo Aristotélico, podemos definir o termo de maneira bem simples. Furo de roteiro, basicamente, é a contradição de fatos previamente estabelecidos pela premissa da narrativa. Seja ela qual for, isto é, um romance, série de TV, quadrinhos e filmes.

Portanto, um furo de roteiro nada tem a ver com escolhas erradas de personagens. Muito menos com o gosto pessoal em cima de determinada obra. Só porque você gostaria que a história tivesse seguido outro caminho, mesmo sendo possível dentro daquele universo, isso não caracteriza tal fato como furo de roteiro. Compreendido isso, vamos ao que interessa.

Como funciona a viagem no tempo em Vingadores: Ultimato

Ao fim da guerra, Steve Rogers viaja mais uma vez no tempo, para devolver as Joias do Infinito aos seus lugares de origem. Feito isso, ele decidiu voltar à década de 1940 e viver a vida da qual nunca teve a chance. Passar o resto de seus dias com Peggy Carter, seu eterno amor. Porém, essa escolha gerou dúvidas em grande parte da audiência. Afinal, se Steve ficou no tempo no qual ele, supostamente, não deveria ter ficado, era para algo dar errado, não? Ele mudou o passado, logo, deveria haver consequências. Não necessariamente.

No universo de Vingadores: Ultimato, a viagem no tempo funcionava de forma diferente de outras histórias da cultura pop. Tanto que o próprio Bruce Banner descarta títulos como Exterminador do Futuro, Star Trek, De Volta Para o Futuro e tantos outros. Ele explica que “se você viajar para o passado, esse passado se torna seu futuro e seu antigo presente se torna o passado, que não pode ser mudado pelo seu novo futuro”.

Mais tarde, a Anciã diz que a Banner que não pode entregar a Joia do Tempo a ele porque isso dividiria o fluxo temporal. Entretanto, o cientista a lembra que é possível corrigir tudo depois, basta devolver cada joia à sua própria linha do tempo na cronologia que foi retirada. Resumindo, a viagem no tempo não afetaria a realidade particular dos heróis porque tudo já aconteceu. Contudo, para isso acontecer, eles precisavam colocar todas as Joias em seus devidos lugares. Como Steve Rogers fez.

A decisão do Capitão América e o furo de roteiro

A escolha de Steve Rogers em permanecer no passado e ter uma vida ao lado de Peggy levantou duas dúvidas cruciais. A primeira diz respeito a própria história da personagem. Afinal, sabemos que ela eventualmente se casou e teve filhos. A segunda preocupação recaiu sobre a estrutura do MCU em si. Peggy Carter foi uma figura fundamental na consolidação e desenvolvimento da SHIELD. E sem a organização, bem… os Vingadores não existiram.

O primeiro problema é explicado pela funcionalidade da viagem no tempo no filme. Como dito, se Steve devolveu as Joias para seus devidos lugares, nada do que foi feito pode ser desfeito. Ou seja, o Steve que viveu ao lado de Peggy foi o do ano 2023. A versão da década de 1940 continuou intacta. Ou melhor, congelada. Isso significa que no século XX existiram dois Steve Rogers ao mesmo tempo. Um estava congelado após o sacrifício de O Primeiro Vingador. O segundo, “do futuro”, ficou com Peggy.

Em relação ao marido de Peggy, a Marvel foi cuidadosa com isso. Não sabemos seu nome e nunca o vimos. Sendo assim, para todos os efeitos, nada impede de ele ter sido o Steve Rogers. Mas claro, vivendo sob algum pseudônimo. Ele escolheu passar o resto dos seus dias ao lado de Peggy, uma existência em segredo, tranquila. Até porque, Steve Rogers sabia que, no momento certo, o Capitão América voltaria ao mundo.

Várias coisas ainda não fazem muito sentido sobre a viagem no tempo em Vingadores: Ultimato. Porém, já podemos excluir o desfecho do Capitão América da lista.

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