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7 dicas para conversar com uma criança autista

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Conversar com crianças autistas pode não ser uma tarefa fácil. E se o adulto não souber como se conectar com elas de maneira adequada, pode ser muito desgastante também. Por ser um dos sintomas clássicos do autismo, o déficit acentuado nas habilidades de comunicação verbal, um problema comum é a capacidade de manter uma conversa básica.

Para a psicopedagoga clínica e institucional e especialista em análise do comportamento, Michelli Freitas algo tão simples como descobrir o que querem para o almoço ou se estão felizes, tristes ou indiferentes pode ser quase impossível de descobrir. Pensando nisso, a especialista separou 7 dicas para se tornar eficaz a comunicação com crianças autistas.

 

Não desista

Pode parecer óbvio, mas pela dificuldade de se comunicar as pessoas preferem ignorar a existência do autista. “Muitos adultos acabam escolhendo o caminho mais fácil. Ou seja, não a incluem em suas conversas. Não se deve levar para o lado pessoal algumas reações desses pequenos caso seja ignorado em primeiro momento. Elas provavelmente querem se envolver, mas têm dificuldade em descobrir como”, comenta a especialista.

 

Escolha os seus momentos

Nem todo momento é o certo para conversar com crianças autistas. Isto é, muitas delas têm seus horários e ritmos específicos para o seu comportamento. “Se a criança for interrompida quando estiver profundamente envolvida com outra coisa, é provável que a comunicação não seja bem sucedida”. Michelli explica ainda que estímulos excessivos podem causar o bloqueio de crianças com TEA. (transtorno do espectro autista)

 

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Uma abordagem que nunca irá muito longe com uma criança autista é tentar forçar a conversa na direção que o adulto quiser. “Na melhor das hipóteses, você será ignorado. Na pior das hipóteses, elas bloquearão ou terão um surto”, alerta a psicopedagoga. Segundo Michelli, obsessões é parte da síndrome e significa muita conversa sobre uma coisa em particular

 

Mantenha o ponto da conversa

Segundo a especialista é ideal que a pessoa que queira conversar com uma criança autista fique longe das alusões, metáfora ou qualquer fala abstrata. Ela completa que crianças com TEA geralmente não são capazes de interpretar qualquer tipo de comunicação que dependa da leitura do estado emocional ou subtexto.

 

Frases curtas e diretas

O ritmo da conversa precisa estar em um nível que a criança seja capaz de manter. “Para a maioria de nós, processar sentenças assim que as ouvimos é natural e acontece quase que instantaneamente. Já as crianças autistas, precisam analisar o que ouvem”, comenta a especialista.

 

Escreva

A conversa pode travar em certos momentos, então a saída é tentar reafirmar usando papel e caneta. A psicopedagoga aconselha desenhar ou escrever. “Pessoas com TEA tendem a pensar visualmente”. Por isso, mesmo que não consigam compreender de imediato, a criança pode receber a mesma mensagem se colocada no papel.

 

Sinais não-verbais

As crianças autistas podem ter muitos problemas para manipular a linguagem e entendê-la. Elas frequentemente desenvolvem vários tipos de comportamentos que sinalizam coisas que os adultos esperam que elas verbalizem. “Dessa forma, certos movimentos ou ações que as crianças usam enquanto falam podem dizer mais do que palavras, se aprender a interpretá-los”, diz Michelli.

 

São crianças!

“As crianças autistas podem não se comportar como crianças neurotípicas, mas lembre-se de que você ainda está falando com alguém cujos pensamentos e atitudes estão sendo formados em um cérebro imaturo”. lembra a especialista. Para ela, com um pouco de prática, o adulto perceberá que pode conversar com um autista tão facilmente quanto qualquer criança.

 

Para finalizar Michelli Freitas complementa que todos os esforço serão positivos em termos de desenvolvimento de habilidades de comunicação, e prazerosos a medida que a pessoa criar uma conexão interpessoal com esta criança.

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**Michelli Freitas é Pedagoga, Psicopedagoga clínica e institucional, com licenciatura em Letras, Analista do Comportamento, Mestranda em Ciências do Comportamento.  É diretora do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento), que ministra cursos para pais, profissionais da educação e saúde. (https://ieac.net.br/blog/).

 

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