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Remédios para pressão não aumentam risco de Covid-19, conclui estudo

Remédios para pressão alta não aumentam risco de Covid-19, diz estudo (Foto: Laurynas Mereckas/Unsplash)

 

No dia 17 de março, as entidades de saúde norte-americanas American Heart Association, American College of Cardiology e Heart Failure Society of America publicaram uma declaração pedindo urgência em pesquisas que respondessem à seguinte questão: medicamentos para controlar a pressão arterial pioram o quadro de Covid-19?

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Escola Grossman de Medicina, da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos, se dedicou a buscar a resposta. Publicada no último dia 1º de maio na revista científica New England Journal of Medicine, a pesquisa analisou 12 594 pacientes e concluiu que não há associação entre essas drogas e o agravamento da infecção causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“Com quase metade dos adultos americanos tendo pressão alta, e pacientes com doenças cardíacas mais vulneráveis à Covid-19, entender a relação entre esses remédios comuns e a Covid-19 era uma preocupação de saúde pública urgente”, comentou, em nota, a cardiologista Harmony Reynolds, que liderou a investigação.

O trabalho analisou quatro tipos de anti-hipertensivos: inibidores da enzima conversora da angiotensina (ACE), bloqueadores do receptor da angiotensina (ARBs, na sigla em inglês), betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio. Estudos anteriores haviam sugerido que inibidores da ACE e ARBs aumentariam a produção da ACE2, a enzima que o Sars-CoV-2 usa como porta de entrada para infectar nossas células.

Para conduzir a investigação, os pesquisadores selecionaram pacientes com Covid-19 internados no hospital da NYU. Depois compararam aqueles que tomavam esses medicamentos com os que não consumiam remédio para pressão.

Além de não perceberem uma relação entre as drogas e a maior propensão a ter a doença respiratória, os especialistas tampouco notaram uma maior probabilidade de desenvolver um quadro grave da infecção — isto é, demandando cuidados intensivos, uso de ventilador ou mesmo levando à morte. “Nosso achados devem reafirmar para a comunidade médica e os pacientes o uso contínuo dessas medicações, que previnem ataques cardíacos”,  afirma Reynolds.

 

De acordo com a cardiologista Judith Hochman, que também participou do estudo, os próximos passos da equipe incluem estudar outros medicamentos e sua possível relação com a Covid-19.

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