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Alesso e Liam Payne falam ao Papelpop sobre desafios da quarentena e revelam bastidores de parceria

Alesso e Liam Payne entregaram em abril um clipe para a cativante faixa “Midnight”, que faz parte do primeiro álbum solo de Liam, “LP1”. Esta é a primeira colaboração feita entre os dois artistas, considerados importantes nomes das novas gerações do pop e do eletrônico. Logo a faixa vem como um marco da comemoração dos dez anos de carreira dos dois, contando com um refrão intenso que embarca o ouvinte em uma instrumentação complexa, acompanhada por uma orquestra.

O vídeo, gravado durante a pandemia de Covid-19, mostra ambos os artistas em suas respectivas casas. Junto à mensagem da música, deixa sim aquele quentinho no coração.

 Papelpop bateu um papo com ambos via Zoom. Confira:

PAPELPOP: Bom, especialmente na quarentena, o que vocês mais têm feito quando chega a meia-noite?

LIAM PAYNE: Comer muito. Atacando a geladeira de madrugada.

ALESSO: Sim! E tomando muito vinho.

Vocês dois estão na indústria da música há dez anos e muita coisa mudou neste tempo. Uma das principais é a relação entre exposição e fama, né? Especialmente neste contexto de isolamento social, vocês têm tido que gravar muita coisa em casa, tipo o Liam que criou um diário no YouTube. Como é pra vocês estar nesse novo nível de exposição e relação com o público?

LIAM: Ah, tem sido bem interessante. Tipo, minha casa apareceu no programa do James Corden, que é um ambiente tanto estranho para estar. É um momento estranho para se ter privacidade, mas como podemos trabalhar de outra forma? É como nós podemos colocar a música pro mundo. Tem sido divertido, mas pode ser meio cansativo. Por exemplo, já não sei mais qual fundo usar pra vídeo na minha casa! Quando tenho que filmar algo, não tenho a menor ideia nem de por onde começar. Mas é diferente de antigamente. A era do mistério acabou.

Ainda sobre essa década da carreira de vocês, quando escutam alguma música do começo do trabalho de vocês, sentem a vontade de mudar algo? Sente como se aquelas canções ainda representassem vocês?

LIAM: Acho que na banda [One Direction] era um pouco difícil, conforme fomos ficando mais velhos, porque as músicas pareciam muito juvenis pra gente na época. A gente as gravou com dezesseis ou dezessete anos e aí ficamos cantando quando tínhamos 21 anos, o que era um pouco difícil. Mas quando olho pra trás agora para algumas canções que fizemos na banda, lá de 2014 e 2015, são momentos ótimos de serem relembrados na verdade. Você sente a nostalgia e lembra de quem você era na época que a música foi lançada. Acho que isso que sempre guardo desses momentos.

ALESSO: Essa pergunta é pra mim também? Vou só fingir que travei aqui! Hahaha tipo, claro que ouço coisas antigas e penso “hm, queria que tivesse feito algo diferente”, mas tem outras que ouço e penso “nossa, devia fazer mais coisas assim”. É importante lembrar que a música sempre evolui e muda. É bom ouvi-las e se lembrar de como as coisas eram. É importante adaptar e mudar, experimentar com sua música. Sempre olho para meus ídolos, como viveram suas carreiras… tipo, se você olha pro Michael Jackson e como a música dele sempre evoluiu, ele nunca se manteve numa só coisa. Ele conquistou o pop e depois fez baladas e rock… tudo. Eu certamente não quero ir tão longe e fazer rock, mas quero experimentar e, de vez em quando, lançar uma música que soe como meu trabalho antigo, só pra dar aos meus fãs o que eles querem. Mas também quero sempre evoluir e trabalhar com gente nova.

Alesso, na postagem do clipe no YouTube, tem um comentário seu dizendo que “Midnight” é uma de suas faixas preferidas. O que é mais especial nela pra você?

ALESSO: Acho que essa faixa tem muito significado e tem um refrão muito lindo, que sei que eu me meus fãs vamos ter como um ponto de conexão. Sinto que falta um pouco disso na música de hoje, esse estilo. Sinto que, em termos de produção, essa faixa também não poderia ter ido por um caminho melhor. A música pedia alguém que carregasse o grande refrão e o Liam fez isso tão bem que acho que ninguém faria melhor do que ele. Tudo vai pra uma batida mais intensa, com acordes grandiosos e eu não posso esperar pra apresentar ela ao vivo com o Liam. A gente junto vai ser muito divertido.

Muita gente tem comentado sobre como é difícil manter a produtividade estando em casa neste nosso contexto. Como tem sido a relação de trabalho e descanso pra vocês?

LIAM: tem sido difícil pra mim, porque tenho escrito e produzido tudo sozinho, o que nunca fiz na vida. Sinto falta de colaborar e trabalhar junto às pessoas, mas posso trabalhar nessas ideias e num futuro me juntar a mais gente pra terminá-las. Ninguém senta e escreve uma música completamente sozinho… até o Ed, Ed Sheeran, tem pessoas com quem ele trabalha. E eu trabalho com elas também. Não é uma atividade solitária sentar e escrever. Você quer pessoas pra saber o que está funcionando, que todo mundo se sente divertido pelo mesmo. É difícil de discernir quando você realmente gosta do que está fazendo ou quando está só sendo doido. 

ALESSO: Tem sido normal. Tenho um estúdio em casa, então é em casa mesmo que tenho um pouco de tempo [pra criar], mas com certeza estou tomando este tempo para os dois. Ser mais produtivo, mas também descansar e dormir bem hahaha Mas… todo dia, de segunda a sexta, tento sempre fazer algo importante ou criativo, pra me sentir bem comigo mesmo. Seja fazer uma música ou uma batida, ou terminar alguma coisa. E pela noite jogo videogames e assisto muitos documentários legais também. De vez em quando, tento coisas diferentes. Tenho estado no YouTube também. Tipo, até no mundo da produção de música tem muitos vídeos pra eu aprender técnicas, mesmo depois de dez anos fazendo isso. O YouTube é uma escola pra mim.

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O que será que os dois estão preparando pra gente? Enquanto isso, ouça ” Midnight” aqui:

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