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Parte da Muralha da China pode ter sido construída para taxar pessoas

Muralha da China não foi construída apenas para evitar invasões (Foto: kai li/Pixabay)

 

Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Muralha da China havia sido construída para proteger o Império Chinês contra a ameaça de invasões. Entretanto, um estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, publicado na Antiquity, apontou que o objetivo de parte da construção foi monitorar o tráfego de pessoas. 

 

Durante dois anos, um grupo de cientistas liderado pelo arqueólogo Gideon Shelach-Lavi mapeou pela primeira vez um trecho de 740 quilômetros da Grande Muralha, chamado de Linha do Norte. Foi assim que eles descobriram que, por atravessar muitos vales e ter uma altura relativamente baixa, essa parte da construção era ineficiente para funções militares, descartando a hipótese de que a Muralha serviu apenas para a guerra.

Vista aérea da chamada Linha do Norte (Foto: Universidade Hebraica)

 

"Nossa conclusão é de que se tratava mais de monitorar ou bloquear o movimento de pessoas e animais, talvez para taxá-las", disse Shelach-Lavi, em nota. Isso porque, segundo o pesquisador, é muito provável que grupos tentassem procurar pastagens mais quentes ao sul da construção durante os períodos de frio.

A construção da Grande Muralha, que se estende por mais de 21 mil quilômetros, começou no século 3 a.C. e levou centenas de anos para ser definitivamente concluída. A Linha do Norte, também conhecida como Muralha de Genghis Khan — em referência ao lendário conquistador mongol —, foi construída entre os séculos 11 e 13.

 

O pesquisador Shelach-Lavi e sua equipe usaram drones, imagens de satélite de alta resolução e ferramentas arqueológicas tradicionais para mapear a muralha; assim, conseguiram encontrar características que os ajudaram a determinar datas. Até a publicação do novo artigo, a Linha do Norte havia sido ignorada por cientistas contemporâneos.

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