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A relação entre frigoríficos e surtos de Covid-19 no Brasil

Dourados, no Mato grosso do Sul, tem uma população quatro vezes menor que a capital Campo Grande. Isso não impediu que a cidade virasse um epicentro da pandemia, concentrando 30% dos casos do Estado. No início de julho, 1.075 dos quase 3 mil infectados tinham algo em comum: eram funcionários da fábrica da JBS que opera na região.

Outro lugar onde a forte presença de frigoríficos acompanha o número de casos é o Rio Grande do Sul. Por lá, segundo o Ministério Público do Trabalho, um em cada quatro infectados trabalha no setor. Até o começo do mês, frigoríficos e laticínios tinham sido palco para 21 surtos de Covid-19, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado.

Ambientes fechados e sem ventilação natural costumam ser os locais perfeitos para o vírus se espalhar. Há também o fato de frigoríficos serem constantemente refrigerados, o que pode provocar ressecamento das vias aéreas e facilitar infecções.

Ainda que sigam à risca normas de segurança e higiene, e isolem contaminados, fábricas do tipo costumam contar com grandes contingentes de funcionários trabalhando lado a lado nas linhas de produção – o que facilita o espalhamento, mesmo a partir de pacientes assintomáticos.

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