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Cientistas desenvolvem câmera que pode ser carregada por besouro

Assim como os besouros, a "Beetlecam" possui amplo campo de visão
Assim como os besouros, a "Beetlecam" possui amplo campo de visão Mark Stone/Universidade de Washington

Com o objetivo de dar uma olhada em primeira mão na vida cotidiana dos insetos, cientistas da Universidade de Washington, os EUA, construíram uma câmera minúscula que pode ser fixada em um besouro, trata-se da “Beetlecam”. Os resultados do projeto foram publicados na Science Robotics.

O experimento foi realizado com “besouros de ferro do deserto”, também chamado de “besouros azul da morte”, e com “besouros pinacatos”. Ambas as espécies são nativas do Deserto de Sonora, no sudoeste dos Estados Unidos.

A câmera faz imagens de 1 a 5 quadros por segundo e transmite a captação para um smartphone. Um braço mecânico ainda pode girar 60 graus e permite fotos panorâmicas de boa resolução.

A câmera e o braço são controlados via Bluetooth a partir de um celular a uma distância de até 120 metros, um pouco mais do que um campo de futebol.

Para demonstrar a versatilidade desse equipamento, que pesa cerca de 250 mg,  cerca de um décimo do peso de uma carta de baralho, a equipe do projeto instalou a câmera em cima de besouros vivos e de robôs do tamanho de insetos.

"Criamos um sistema de câmera sem fio de baixo consumo e baixo peso que pode capturar uma visão em primeira pessoa do que está acontecendo com um inseto vivo real ou criar uma visão para robôs pequenos", disse o autor sênior Shyam Gollakota , professor associado da UW.

No futuro, os pesquisadores esperam poder criar robôs de vigilância do tamanho dos besouros, que ficariam infiltrados em seu habitat natural.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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