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EUA afirmam ter provas de que Rússia testou armas no espaço

Lançamento de satélite russo em fevereiro: disputa por controle do espaço
Lançamento de satélite russo em fevereiro: disputa por controle do espaço ROSCOSMOS/Handout via REUTERS - 7.02.2020

Os Estados Unidos declararam, nesta quinta-feira (23), que têm provas de que a Rússia realizou um teste não destrutivo de uma arma antissatélite no espaço e reiteraram suas preocupações sobre os riscos que essas manobras representam.

"No último dia 15, a Rússia colocou um novo objeto em órbita a partir do (satélite de inspeção) Cosmos 2543", disse o Comando Espacial dos EUA em comunicado.

"A Rússia lançou este objeto nas proximidades de outro satélite russo, que é similar à atividade em órbita realizada pela Rússia em 2017, e inconsistente com a missão declarada do sistema como um satélite de inspeção", complementou o comando americano.

O general John Raymond, chefe da Força Espacial, detalhou na nota que o sistema russo usado para o teste é o mesmo sobre o qual foram levantadas preocupações no início deste ano, quando a Rússia manobrou perto de um satélite do governo dos EUA.

EUA dizem que vão defender seus interesses no espaço

Em 11 de fevereiro, a Força Espacial advertiu sobre o "comportamento incomum" de dois satélites russos que haviam se aproximado de um americano. Na ocasião, Raymond afirmou que se tratava de um satélite enviado ao espaço pela Rússia em novembro e que mais tarde se dividiu em um segundo dispositivo em órbita, identificado como Cosmos 2543.

Naquela época, foram transmitidas imagens mostrando a trajetória dos satélites, um dos quais foi identificado como o russo 2542, e outro, o americano, chamado USA 245.

"Os Estados Unidos, em coordenação com nossos aliados, estão prontos e comprometidos em dissuadir a agressão e defender a nação, nossos aliados e os interesses vitais dos Estados Unidos de atos hostis no espaço", finalizou o general.

Em agosto do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o lançamento de um novo comando com a missão de proteger os interesses de seu país no espaço, um domínio considerado cada vez mais contestado diante do crescente interesse de China e Rússia.

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