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Pneumonia desconhecida no Casaquistão seria Covid-19 não diagnosticada

Pessoas que podem ter tido contato com infectados por Covid-19 também devem ser isoladas, diz estudo (Foto: Tai's Captures/Unsplash)

 

Nesta sexta-feira (10) autoridades do Cazaquistão negaram a existência do surto de uma "pneumonia desconhecida" que seria mais letal que a Covid-19 na região. O anúncio foi feito após a Embaixada da China no país publicar um relatório, na quinta-feira (9), alertando os cidadãos e dizendo que a doença teria matado 1772 pessoas no primeiro semestre de 2020.

Segundo os chineses, a infecção desconhecida já teria atingido três províncias no país: Atyrau, Aqtöbe e Shymkent. "O Departamento de Saúde do Cazaquistão e outras agências estão realizando pesquisas comparativas e não definiram a natureza do vírus da pneumonia", afirmou a embaixada no comunicado.

 

 

 

O Ministério da Saúde do Cazaquistão reconheceu a presença de "pneumonias virais de etiologia não especificada" no país. Segundo as autoridades, as mortes por pneumonia aumentaram mais de 300% em junho em comparação com o mesmo mês em 2019, e o númeto de mortes cresceu 129% no mesmo período.

Mas o governo nega que o surto seja um mistério. De acordo com o governo cazaquistanês, a "pneumonia desconhecida" se encaixa nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para pneumonias que são diagnosticadas clínica ou epidemiologicamente como sendo causadas pelo Sars-CoV-2, o novo coronavírus, mas não confirmadas por testes laboratoriais.

Médicos e familiares de vítimas da tal doença acreditam que o aumento do número de casos de pneumonia se deve, na verdade, a quadros de Covid-19 não diagnosticados. Em entrevista à BBC, uma profissional de saúde que teve a infecção e não quis ser identificada argumentou que o governo classifica os casos do novo coronavírus como "desconhecidos" para manter o número de infectados baixo. "É muito mais fácil alterar as estatísticas do que combater o coronavírus", disse ela à publicação britânica.

O Cazaquistão já registrou mais de 56 mil casos de Covid-19, segundo o Coronavirus Resource Center, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que atualiza em tempo real a detecção da doença pelo mundo.

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