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WhatsApp diz que não cederá dados para autoridades de Hong Kong

Manifestantes erguem cartazes em branco durante protesto em Hong Kong
Manifestantes erguem cartazes em branco durante protesto em Hong Kong Tyrone Siu/Reuters- 03.07.2020

O WhatsApp, de propriedade do Facebook, informou nesta segunda-feira (6) que interrompeu o processamento de solicitações de autoridades de segurança por dados de usuários em Hong Kong.

O WhatsApp está "pausando" essas análises, aguardando uma avaliação mais aprofundada do impacto da Lei de Segurança Nacional aprovada pela China, incluindo due diligence formal sobre direitos humanos e consultas com especialistas da área, disse um porta-voz da empresa em comunicado.

Hong Kong tem acesso irrestrito à internet, ao contrário da China continental, onde sites como Google, Twitter e Facebook são bloqueados.

Na semana passada, o Legislativo chinês aprovou uma lei de segurança nacional em Hong Kong, preparando o cenário para as mudanças mais radicais na história da ex-colônia britânica desde que voltou ao domínio chinês há 23 anos.

A abrangente legislação coloca Hong Kong sob maior controle da China. Alguns moradores de Hong Kong disseram que estavam revisando suas postagens anteriores em redes sociais sobre os protestos pró-democracia e a lei de segurança, e excluindo aquelas que eles achavam que seriam vistas como sensíveis.

A lei também colocou a China ainda mais no caminho de uma colisão com os Estados Unidos, com o qual já está envolvida em conflitos sobre comércio, o mar do sul da China e o coronavírus.

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