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Apple, Disney e outras estão preocupadas com banimento do WeChat

O iminente banimento do WeChat pelo governo dos Estados Unidos preocupa algumas gigantes americanas. Representantes da Apple, Disney, Ford e Walmart teriam participado de uma conferência com a Casa Branca para expressar as consequências que o bloqueio do plataforma chinesa de mensagens poderá ter sobre seus negócios.

Do mesmo modo que o WhatsApp é bastante popular no ocidente, o WeChat domina as trocas de mensagens na China. Mas o aplicativo vai muito além disso: a ferramenta é amplamente utilizada no país para pagamentos, compras online e transferência de valores.

Neste ponto, fica fácil entender as preocupações das gigantes americanas. Se a Apple tiver que retirar o WeChat da App Store, por exemplo, os chineses darão preferência a aparelhos de marcas locais que não barram o aplicativo. Isso poderia fazer as vendas do iPhone caírem drasticamente — em torno de 30%, estima um analista.

iPhone - WeChat - App Store (Foto: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Essa preocupação não é exagerada. O WeChat é extremamente popular, tanto que, para muita gente na China, não acessar o serviço seria equivalente a ficar offline.

Para Disney, Ford, Walmart e outras companhias nos Estados Unidos, o banimento ao aplicativo implicaria em dificuldades na comercialização de produtos ou serviços para consumidores chineses, justamente pela ampla utilização do WeChat como meio de pagamentos.

Vale lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordens executivas na semana passada que proíbem negociações de companhias americanas com a ByteDance e a Tencent, empresas chinesas responsáveis, respectivamente, pelo TikTok e WeChat.

O banimento está previsto para começar em 20 de setembro. Até lá, o governo dos Estados Unidos deverá especificar quais tipos de transações estarão efetivamente proibidas.

É por isso que Apple, Disney e outras companhias estão conversando com autoridades americanas. A expectativa é a de que o banimento seja anulado ou, pelo menos, flexibilizado, se limitando apenas a usuários do TikTok e WeChat dentro dos Estados Unidos, por exemplo.

Com informações: Wall Street Journal.

Apple, Disney e outras estão preocupadas com banimento do WeChat

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