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Comitê conclui que Rússia usou WikiLeaks para ajudar Trump em 2016

Ainda não está claro se isso interferirá nas eleições atuais
Ainda não está claro se isso interferirá nas eleições atuais REUTERS/Carlos Barria/05.11.2018

A Rússia usou o site WikiLeaks, o operador político republicano Paul Manafort e outros meios para tentar influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 para ajudar a campanha do hoje presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou um relatório do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, nesta terça-feira (18). 

O WikiLeaks desempenhou um papel importante na iniciativa da Rússia para ajudar o republicano Trump contra a democrata Hillary Clinton, e provavelmente sabia que estava ajudando o serviço de inteligência russo, diz o relatório, que é provavelmente o relato público mais definitivo sobre a controversa eleição de 2016 nos EUA.

O relatório concluiu que o presidente russo, Vladimir Putin, dirigiu pessoalmente a iniciativa russa para hackear redes e contas de computadores afiliadas com o Partido Democrata e para vazar informações que prejudicassem Hillary. 

O painel também acusa Manafort de ter colaborado com os russos, incluindo o oligarca Oleg Deripaska e um suposto operador de inteligência russo, Konstantin Kilimnik, antes, durante e depois das eleições.

O comitê concluiu que o papel de Manafort e a proximidade com Trump criaram oportunidades para o serviço de inteligência russo, dizendo que "seu acesso a altos níveis e sua disposição para compartilhar informação com indivíduos afiliados com os serviços de inteligência russos representaram uma grave ameaça de contra-inteligência". 

Não ficou claro qual efeito, se algum, o relatório pode ter na atual campanha presidencial norte-americana, na qual Trump enfrenta o democrata Joe Biden nas eleições do dia 3 de novembro.

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