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Informação falsa sobre Covid-19 matou mais de 800 pessoas, diz estudo

Rumor sobre Covid-19 já matou 800 pessoas, segundo estudo (Foto: Unsplash)

 

Na segunda-feira (10), um estudo publicado no The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene chamou atenção para o perigo que a desinformação representa durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa contou com especialistas de diversos países e instituições de ensino.

Os cientistas consideraram três tipos de desinformação: rumores, estigmas/preconceitos e teorias da conspiração. Foram analisadas 2.311 postagens feitas nas redes sociais entre 31 de dezembro e 5 de abril de 2020, contemplando publicações em 25 línguas que atingiram ao menos 87 países.

 

 

 

Entre as postagens analisadas, quase 80% eram falsas — e uma delas em particular foi responsável pela morte de ao menos 800 pessoas. "O mito popular de que o consumo de álcool altamente concentrado pode desinfetar o corpo e matar o vírus estava circulando em diferentes partes do mundo", escreveram os autores no estudo. "Após [o compartilhamento desta] desinformação, cerca de 800 pessoas morreram, enquanto 5.876 foram hospitalizadas e 60 desenvolveram cegueira completa após beber metanol como uma 'cura' para o novo coronavírus."

Os rumores são a forma mais popular de desinformação e, embora alguns possam ser inofensivos, outros são muito perigosos. Um boato que se espalhou na Coreia do Sul no início de março, por exemplo, dizia que enxaguar a boca com água salgada pode prevenir infecções (o que é mentira). Os integrantes de uma igreja, no entanto, acreditaram na tal "solução" e borrifaram água salgada na boca dos fiéis, levando a infecção de ao menos 100 pessoas.

 

 

 

"A desinformação alimentada por rumores, estigmas e teorias da conspiração pode ter implicações graves na saúde pública, se priorizada em relação às diretrizes científicas", escreveram os pesquisadores. "Os governos e outras agências devem entender os padrões de rumores, estigmas e teorias de conspiração relacionados à Covid-19 que circulam pelo mundo para que possam desenvolver mensagens de comunicação de risco apropriadas."

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