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Ansiosos e mal-humorados estão mais vulneráveis à piora da função cognitiva

Ansiosos e mal-humorados estão mais vulneráveis à piora da função cognitiva (Foto: Unsplash)

 

Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, encontraram evidências de que alguns traços de personalidade, como ansiedade, mau humor e impulsividade, estão ligados a uma maior vulnerabilidade à piora da função cognitiva ligada à demência. O estudo foi compartilhado na quinta-feira (24) no The Journals of Gerontology.

 

 

 

Na nova análise, os cientistas descobriram que alguns traços de personalidade parecem estar associados à resiliência cognitiva, que é a capacidade de conviver melhor com a neuropatologia cerebral que causa a demência. "Essas descobertas fornecem evidências de que é possível para adultos mais velhos viver com a neuropatologia associada à doença de Alzheimer e demências relacionadas, mantendo níveis relativamente saudáveis ​​de função cognitiva", disse Eileen Graham, coautora do estudo, em comunicado.

Indivíduos com maior tendência à autodisciplina, organização, diligência, realização e motivação — um traço conhecido como maior conscienciosidade — foram associados à maior resiliência cognitiva. Enquanto isso, pessoas com maior neuroticismo, que é ter uma tendência maior à ansiedade, preocupação, mau humor e impulsividade, se mostraram mais propensas a ter uma função cognitiva pior do que o esperado. 

"Nosso estudo mostra que os traços de personalidade estão relacionados a quão bem as pessoas são capazes de manter sua função cognitiva, apesar de desenvolverem neuropatologia", afirmou Graham. "Uma vez que é possível mudar a personalidade, tanto voluntariamente quanto por meio de intervenções, é possível que a personalidade possa ser usada para identificar aqueles que estão em risco e implementar intervenções precoces para ajudar a otimizar a função cognitiva ao longo da velhice."

 

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