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Microsoft sai de cena e TikTok pode ser assumido pela Oracle

A novela TikTok caminhava para um desfecho, mas, de repente, tudo mudou: a Microsoft, que manifestou abertamente interesse pelo serviço, está fora do negócio. Agora, há fortes sinais de que as operações americanas da plataforma serão compradas pela Oracle ou transferidas a esta graças a uma parceria.

App do tiktok no iPhone

O TikTok é controlado pela chinesa ByteDance. O imbróglio começa aqui: para a administração de Donald Trump, a rede social — um fenômeno global com grande presença nos Estados Unidos — funciona como ferramenta de espionagem do governo chinês. A empresa sempre negou.

Diante da gravidade das acusações, a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos (e em outras partes do mundo) para uma empresa americana seria uma forma de evitar que a rede social seja bloqueada ou sofra outro tipo de sanção.

No começo de agosto, a Microsoft confirmou interesse pela plataforma e reconheceu que o seu CEO, Satya Nadella, conversou com o presidente Donald Trump sobre o negócio.

Mas, duas semanas depois, outro player surgiu nessa história: rumores de que a Oracle também cogita adquirir as operações do TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia ganharam força. Esse é um nome forte, não só pela relevância que a Oracle tem no mercado, mas também pelo apoio que a companhia dedica à administração Trump.

Oracle

Em questão de dias, tudo se ajeitou para um desfecho favorável à Oracle. No último domingo (13), a Microsoft divulgou um curta nota para informar que a ByteDance rejeitou a sua proposta de compra. Ao mesmo tempo, surgiram informações de que a Oracle será anunciada em breve como compradora ou, mais provavelmente, parceira das operações do TikTok nos Estados Unidos.

Se confirmada, a parceria manterá o TikTok nas mãos da ByteDance, mas caberá à Oracle assumir o controle dos dados dos usuários americanos da rede social.

Se a compra for mesmo anunciada, essa novela estará longe do fim. Há indícios de que o governo chinês não está nada contente com a possibilidade de aquisição do TikTok por uma empresa americana, mesmo que parcialmente. Aparentemente, Pequim prefere que o serviço seja bloqueado do que pareça “fraco” ao não resistir à pressão de Washington.

Coincidência ou não, o governo chinês criou um novo conjunto de regras comerciais que dificulta a transferência de tecnologias de inteligência artificial para outros países. Essas restrições não impedem a venda do TikTok, mas devem obrigar o novo dono a reescrever partes fundamentais dos algoritmos do serviço. É por essa razão que a parceria soa mais provável.

Com informações: TechCrunch, The Wall Street Journal, Reuters.

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