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Restos de predador de mar jurássico são achados no deserto do Atacama

Pliossauros viveram 160 milhões de anos atrás
Pliossauros viveram 160 milhões de anos atrás Mauricio Castro/Reuters

Cientistas descobriram os restos de predadores que lembram orcas e viviam em um mar jurássico no deserto do Atacama, o mais árido do Chile.

Os pliossauros foram répteis que viveram cerca de 160 milhões de anos atrás com uma mordida mais forte do que o Tyrannosaurus rex, de acordo com pesquisadores da Universidade do Chile. Os fósseis são o segundo registro mais antigo da espécie no Hemisfério Sul.

O vasto deserto chileno do Atacama, grande parte do qual esteve submerso no Oceano Pacífico, hoje é uma paisagem lunar de areia e pedra com partes que nunca receberam chuva durante anos.

Os pliossauros reinaram na região com seus crânios largos, rostos alongados, pescoço curto, dentes ameaçadores em um corpo hidrodinâmico e membros semelhantes a barbatanas.

Cientistas encontraram mandíbulas, dentes e fragmentos de membros das criaturas semelhantes a orcas em dois locais da bacia do Rio Loa, perto da cidade mineradora de Calama.

A descoberta ajuda os cientistas a preencher lacunas na evolução, disse Rodrigo Otero, paleontólogo da Universidade do Chile que comandou a pesquisa.

O fóssil completo, que está sendo escavado desde 2017, provavelmente mede entre seis e sete metros de comprimento. O crânio tem cerca de um metro, e os dentes entre oito e dez centímetros, disse Otero.

O estudo foi publicado no periódico científico Journal of South American Earth Sciences no início de setembro.

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