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Terremoto pode ter destruído palácio em Israel há 3,7 mil anos

Terremoto pode ter destruído palácio em Israel há 3,7 mil anos (Foto: George Washington University/University of Haifa)

 

Após uma nova investigação, pesquisadores israelenses e norte-americanos descobriram novas evidências de que um terremoto pode ter causado a destruição e o abandono de um próspero sítio palaciano ao norte de Israel há 3.700 anos. O estudo foi compartilhado pela equipe na sexta-feira (11) no PLOS One.

O grupo fez a descoberta em um sítio arqueológico conhecido como Tel Kabri, que contém as ruínas de um palácio cananeu e uma cidade datada de entre 1900 a.C. e 1700 a.C. "Nós nos perguntamos por vários anos o que causou a repentina destruição e abandono do palácio e do local, após séculos de ocupação florescente", disse Assaf Yasur-Landau, coautor do estudo, em comunicado.

 

 

 

Reconhecer os sinais de terremotos ​​que ocorreram no passado por registros arqueológicos pode ser extremamente desafiador, especialmente em locais onde não há muita alvenaria de pedra e foram usados materiais de construção degradáveis, como tijolos de barro e madeira. Em Tel Kabri, no entanto, a equipe encontrou fundações de pedra na parte inferior das paredes e superestruturas de tijolos de barro acima.

"Nossos estudos mostram a importância de combinar métodos macro e microarqueológicos para a identificação de terremotos antigos", afirmou Michael Lazar, líder da pesquisa. "Também precisávamos avaliar cenários alternativos [para o abandono da região], incluindo colapso climático, ambiental e econômico, além de [uma possível] guerra, antes de estarmos confiantes para propor um cenário de evento sísmico."

Uma das paredes caídas, provavelmente por conta de um terremoto (Foto: George Washington University/University of Haifa)

 

Os pesquisadores encontraram áreas onde o piso de gesso parecia deformado, as paredes estavam inclinadas ou foram deslocadas e os tijolos de barro das paredes e teto desabaram. Segundo os estudiosos, não haviam evidências de atividade humana violenta, como marcas causadas por armas ou sinais de incêndio. "Realmente parece que a terra simplesmente se abriu e tudo ao seu lado caiu", observou o coautor Eric Cline.

Destroços do piso e de alguns jarros (Foto: George Washington University/University of Haifa)

 

Em 2013, escavações no local levaram à descoberta de 40 jarros de vinho em um único depósito do palácio — o que, à época, colocava aquela como a mais antiga adega já encontrada no Oriente Próximo. Desde então, a equipe encontrou mais quatro dessas salas de armazenamento e pelo menos mais 70 jarros, todos soterrados pelos destroços do desabamento do prédio.

"Os destroços implicam em um colapso rápido em vez de um acúmulo lento dos tijolos das paredes ou do teto de uma estrutura abandonada", explicou Ruth Shahack-Gross, que também participou do estudo. "O rápido colapso e o rápido sepultamento, combinados com a localização geológica de Tel Kabri, aumentam a possibilidade de que um ou mais terremotos podem ter destruído as paredes e o teto do palácio sem incendiá-lo."

Uma das adegas encontradas (Foto: George Washington University/University of Haifa)

 

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