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41% da população diabética aponta a perda de visão como seu maior medo

O Dia Mundial da Visão é comemorado na próxima quinta-feira (8) (Foto: Unsplash)

 

O Dia Mundial da Visão é celebrado todo ano em 8 de outubro. Em 2020, em homenagem à data, o IBOPE DTM realizou uma pesquisa, a pedido da farmacêutica Bayer, para medir o conhecimento da população brasileira sobre doenças da retina que podem causar cegueira evitável — como o edema macular diabético (EMD) e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

O estudo, apresentado na última terça-feira (6) em uma coletiva de imprensa virtual, foi feito em duas fases: a primeira foi realizada com 2 mil pessoas saudáveis e a segunda, com 315 pacientes diabédicos. Os entrevistados têm entre 16 e mais de 65 anos de idade, e vivem em todas as regiões do país.

 

Visão e a diabetes

Os resultados mostram que 41% da população diabética considera a perda de visão o maior medo da evolução da doença. No entanto, essas pessoas ainda têm conhecimento insuficiente sobre problemas na retina, como a retinopatia diabética, causada pela glicemia mal controlada nesses pacientes.

"Esse descontrole danifica os vasos sanguíneos do olho, o que estimula o crescimento desordenado de novos vasos, que podem se romper com facilidade e fazer com que o sangue vaze para a retina e para a parte interna, afetando a visão", explica Emerson Castro, oftalmologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em comunicado à imprensa.

Na maioria dos casos, não há sintomas oculares nas fases iniciais do diabetes; em estágios avançados, porém, os mais comuns são moscas volantes (pequenos pontos escuros que parecem se mover na frente de um ou de ambos os olhos), borrões, áreas escuras na visão e dificuldade de distinguir cores.

Apesar de 84% concordar que não controlar o diabetes é um fator de risco, 63% dos diabéticos entrevistados que frequentam o sistema público de saúde desconhecem a retinopatia diabética. A falta de informação sobe para 71% considerando o total de participantes da pesquisa.

Se não for tratado, esse problema leva ao edema macular diabético (EMD), que pode provocar visão embaçada, baixa capacidade do olho para identificar o contorno e a forma de objetos, visão distorcida e dificuldade para diferenciar cores. Por isso, o acompanhamento médico e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar a perda de visão. Mesmo assim, 24% dos respondentes não sabem qual profissional é responsável por tratar doenças oculares

 

Envelhecimento

O avançar da idade também pode acarretar problemas na retina, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), principal causa de perda visual na velhice. Ela é provocada pelo desgaste natural dos tecidos e gera depósito de resíduo celular na área central da retina ou o surgimento de vasos sanguíneos mais frágeis. 

Mesmo assim, ainda é pouco conhecida: 74% dos entrevistados disseram que nunca ouviram falar em DMRI, sendo que, desses, 65% têm 55 anos ou mais, faixa etária mais atingida.

Prevenção

Segundo Castro, é ideal que a população vá ao oftalmologista pelo menos uma vez ao ano, já que exames simples, como o de fundo de olho, podem detectar qualquer uma dessas encrencas. "Além disso, garantir uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos é essencial para manter uma boa saúde", lembrou o médico durante a coletiva.

*Com supervisão de Luiza Monteiro

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