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Andrea Ghez se torna a 4ª mulher na história a receber Nobel de Física

Prêmio Nobel de Física de 2020 vai para estudos sobre buracos negros (Foto: Niklas Elmehed/Nobel Prize)

 

Nesta terça-feira (6), foram anunciados os vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2020. Este ano, foram laureados o britânico Roger Penrose pela descoberta de que a formação de buracos negros é uma previsão da teoria geral da relatividade e a norte-americana Andrea Ghez e o alemão Reinhard Genzel pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro da Via Láctea.

Com a honraria, Ghez se tornou a quarta mulher na história a ganhar o Prêmio Nobel de Física. Suas antecessoras foram a polonosa Marie Curie, laureada em 1903, a alemã Maria Goeppert Mayer (1963) e a canadense Donna Strickland (2018). Em comparação, 212 homens já receberam o prêmio até hoje.

 

 

"As descobertas dos laureados desse ano abriram novos caminhos no estudo de objetos compactos e supermassivos. Mas esses objetos exóticos ainda colocam muitas questões que imploram por respostas e motivam pesquisas futuras", disse David Haviland, presidente do Comitê Nobel de Física, durante o anúncio. "Não apenas perguntas sobre sua estrutura interna, mas também perguntas sobre como testar nossa teoria da gravidade sob as condições extremas nas imediações de um buraco negro."

Roger Penrose
Em janeiro de 1965, dez anos após a morte do alemão Albert Einstein, que deduziu a teoria geral da relatividade, Roger Penrose provou que os buracos negros podem se formar e os descreveu em detalhes — algo que seu antecessor alemão duvidava. Sua pesquisa é considerada a contribuição mais importante para a teoria geral da relatividade desde Einstein.

 

Andrea Ghez e Reinhard Genzel
Cada um liderou um grupo de astrônomos que, desde o início da década de 1990, tem se concentrado em uma região chamada Sagitário A*, localizada no centro da Via Láctea. Eles mapearam as órbitas das estrelas mais brilhantes próximas ao centro da galáxia e concluíram que há um objeto invisível extremamente pesado por lá que puxa o aglomerado de estrelas. Segundo eles, cerca de quatro milhões de massas solares estão reunidas em uma região menor que o Sistema Solar.

Além disso, a dupla desenvolveu métodos para ver através das enormes nuvens de gás interestelar e poeira até o centro da Via Láctea. Seu trabalhou refinou novas técnicas para compensar as distorções causadas pela atmosfera da Terra, construindo instrumentos exclusivos e se comprometendo com pesquisas a longo prazo. O resultado das pesquisas de cada um revelou evidências mais convincentes de que de fato há um buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia.

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