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Massacre ocorrido na Espanha durante a Idade do Ferro é descoberto

Massacre ocorrido na Espanha durante a Idade do Ferro é descoberto (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

A grande cidade pré-histórica de La Hoya, localizada onde hoje fica o norte da Espanha, foi descoberta em 1935 e escavada pela primeira vez em 1973 — mas até hoje guarda segredos: estima-se que apenas 15% do sítio arqueológico já foi explorado.

A mais recente pesquisa na região, publicada na quinta-feira (1) na revista Antiquity, revelou indícios de um massacre que ocorreu na região há cerca de 2.300 anos.

 

 

 

Fundada no século 15 a.C., a cidade permaneceu ocupada até até a Idade do Ferro, quando foi atacada em algum momento entre os anos 350 a.C. e 200 a.C. O novo estudo trouxe à tona evidências de que, após serem massacrados, os cidadãos de La Hoya foram deixados nas ruas e a cidade, incendiada.

A cidade de La Hoya vista de cima (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na nova pesquisa, os arqueólogos analisaram os restos mortais de 13 vítimas em busca de evidências que sugerissem como as pessoas foram mortas para, quem sabe, rastrear os responsáveis pelo massacre. Alguns dos corpos foram decapitados, amputados e violentamente feridos. Além de adultos e adolescentes, foram encontradas as ossadas de uma criança e de um bebê de 6 meses.

Em alguns ossos é possível ver marcas de corte por instrumentos afiados (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

Como o ataque ocorreu indiscriminadamente e não apenas a homens adultos e adolescentes, os pesquisadores acreditam que o que ocorreu em La Hoya foi, de fato, um massacre. Outra evidência que corrobora a hipótese é o fato de que alguns corpos ainda usavam joias e itens valiosos, indicando que os sobreviventes partiram e nunca mais voltaram.

"A partir disso, podemos concluir que o objetivo dos atacantes era a destruição total de La Hoya", disseram os pesquisadores ao portal IFLScience.

Ossos mostram sinais de amputação e foram encontrados junto com cinco pulseiras (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

Os estudos recentes também indicam que os agressores atacaram de perto, violando as barreiras da cidade. Ferramentas, animais, grãos de cereais e adornos de metal foram destruídos e abandonados, sinal de que o principal objetivo dos invasores era destruir La Hoya.

Representações de guerreiros encontradas no sítio arqueológico (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

"Dados arqueológicos e osteológicos apoiam a hipótese de um ataque surpresa, resultando na morte indiscriminada e brutal de pessoas indefesas ou sem resistência, incluindo homens e mulheres, bem como crianças", escrevem os autores no estudo.

Adaga encontrada no local (Foto: © Antiquity Publications Ltd)

 

Os pesquisadores suspeitam que La Hoya teria sido destruída por comunidades rivais, talvez por motivos políticos e econômicos, antes da chegada dos romanos na região. O massacre provavelmente teve repercussões dramáticas no equilíbrio social, "seja criando um vácuo de poder, seja consolidando a posição de uma comunidade rival", indicam os cientistas. 

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