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Por que as vacinas não são todas administradas por via oral?

As vacinas que seguem o modelo Zé Gotinha geralmente contêm uma versão atenuada do vírus ou bactéria – que ainda é capaz de se reproduzir, mas não causa mais a doença. Como o micro-organismo se multiplica por conta própria, ele gera uma resposta intensa do sistema imunológico.

Por sua vez, as vacinas administradas por meio de injeção contêm o patógeno inativado (ou, com frequência, apenas um pedacinho dele). Elas não se multiplicam: todo o contato que o corpo terá com o micróbio começa e acaba na dose. É comum que elas contenham adjuvantes para fortalecer a resposta imunológica e garantir que haverá uma reação.

Por isso, essas vacinas precisam ir mais direto ao ponto – de preferência sem passar pelo estômago, cuja acidez quebra quaisquer proteínas em seus menores tijolinhos. A vacina contra o corona poderá vir na forma de injeção, gotinha ou até spray nasal: tudo vai depender do seu mecanismo.

“A vacina da pólio pode ser administrada como uma vacina viva atenuada oral, ou como uma vacina inativada intramuscular”, diz Luciana Cezar de Cerqueira Leite, do Instituto Butantan. “Ambas são eficientes, embora induzam respostas imunes bem diferentes. A BCG, contra a tuberculose, também se mostrou efetiva por via oral e por via intradérmica.”

Ou seja: a gotinha poderia, sim, ser uma injeção. Ela funciona dos dois jeitos. Os que temem a agulha, agradeçam a piedade de quem optou pela gotinha, rs.

Pergunta de @arishanches, via Instagram.

 

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