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Saiba em quais casos vale a pena consertar um eletrodoméstico

Consertar um eletrodoméstico pode ser mais barato do que comprar um novo modelo
Consertar um eletrodoméstico pode ser mais barato do que comprar um novo modelo Pixabay

Devido à desaceleração econômica em decorrência da pandemia de covid-19, muitas famílias se viram obrigadas a cortar gastos supérfluos e diminuir as despesas – e isso inclui a compra de eletrodomésticos. Segundo o técnico em eletrodomésticos Geraldo Souza, a demanda pelo serviço aumentou muito desde meados de março. "Antes eu fazia de 3 a 4 atendimentos por mês. Atualmente, estou fazendo de 15 a 20."

"As pessoas estão querendo economizar. Esses dias fui atender uma senhora que estava com o micro-ondas quebrado. Como o aparelho era muito antigo, eu a aconselhei a comprar outro. Ela, então disse: 'agora não, depois da pandemia eu compro'", completa.

De acordo com o técnico, na maioria dos casos, vale mais a pena consertar o eletrodoméstico. Quando o equipamento é muito antigo, no entanto, a melhor escolha é provavelmente comprar um novo. "Você conserta uma peça, dali a um mês, quebra outra peça. É natural que isso aconteça. Todo aparelho tem um tempo de vida útil."

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O professor Rudolf Buhler, do departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI, explica por que isso ocorre. "As partes móveis dos aparelhos são as que mais costumam dar mais problema. Em um carro, por exemplo, uma das partes que mais vai para o conserto é o motor. Dificilmente ocorrerá um problema no painel, no velocímetro, no rádio ou no botão do ar condicionado, porque são partes pouco móveis. Já o motor é ligado e desligado inúmeras vezes, então, é onde as peças vão sofrer desgaste."

Outra situação em que pode não compensar o conserto é quando o valor da peça para manutenção é muito alto. "Em uma máquina de lavar, por exemplo, se o problema for o câmbio, vale mais a pena comprar uma nova, porque é uma peça muito cara. Além disso, tem o preço da mão de obra do profissional, que terá que desmontar o equipamento por completo para depois remontar tudo de novo", afirma Souza.

Segundo Buhler, o valor elevado de algumas peças se deve a uma questão de mercado. "Qualquer marca que tem um produto à venda tem que manter o mínimo de peças de reposição. Isso é lei. Quando o produto sai de linha, a empresa ainda tem que continuar mantendo as peças por alguns anos. Passado esse período, ela não é mais obrigada, então a peça começa a ficar mais cara por conta da importação."

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Esse não foi o caso da gestora de negócios Mônica Lisboa, 48 anos. Durante a pandemia, ela mandou o mesmo micro-ondas duas vezes para o conserto. Apesar de não ser um aparelho exatamente novo, as peças de substituiçaõ ainda estão disponíveis no mercado.

"Foram dois casos diferentes. Na primeira vez, ele ligava, mas não girava o prato, então o problema foi em alguma peça que executa essa função. Na segunda, ele apagou totalmente, não acendia nem nada, aí foi um problema na placa eletrônica", conta.

O valor de cada um dos consertos do micro-ondas foi de R$ 100, valor inferior ao preço de venda de um modelo novo nas lojas. "Compensou muito mais ter mandado para o conserto", diz.

Mônica não levou o equipamento até uma assistência técnica da própria fabricante, mas garante que escolheu um técnico de confiança e que preza pela qualidade das peças de substituição.

De acordo com Buhler, este é um fator de suma importância. "Se for utilizada uma peça de má qualidade, na melhor das hipóteses, o aparelho vai parar de funcionar. Na pior das hipóteses, ele pode provocar algum acidente ou até mesmo um incêndio." E completa: "Às vezes, o barato pode sair caro."

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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