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10 livros acadêmicos mais influentes de todos os tempos

13 livros que vão te ensinar muito sobre racismo (Foto: Reprodução)

 

Criar uma lista com os livros acadêmicos mais influentes da história não é tarefa fácil. Em geral, rankings do tipo terminam em polêmica — e nem mesmo os veículos mais renomados do mundo escapam.

Veja o jornal britânico The Guardian: para comemorar a Semana do Livro Acadêmico em 2015, a publicação consultou especialistas como livreiros, bibliotecários e editores, que chegaram a uma lista de 20 livros, sem ordem. Coube ao público votar no considerado mais influente de todos os tempos, e a escolha foi A Origem das Espécies, de Charles Darwin.

 

Mas a votação aparentemente democrática do Guardian não passou ilesa, pois a lista deixou de fora O Capital, de Karl Marx. A obra prima do filósofo alemão foi destaque em outra lista, de 2016, elaborada aparentemente com critérios objetivos: o professor Elliot Green, da London School of Economics, decidiu pesquisar no banco de dados do Google Acadêmico quais as publicações de ciências sociais mais citadas.

No ranking para obras publicadas antes dos anos de 1950, O Capital figura em primeiro lugar (com 40,2 mil citações). No placar geral, o vencedor foi A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn, que também não apareceu na lista do The Guardian.

Sem querer entrar em polêmicas – mas já entrando –, selecionamos um pouco de cada ranking para criar uma lista com os 10 livros dos acadêmicos mais influentes de todos os tempos:

A Origem das Espécies, Charles Darwin (1859)

A Origem das Espécies, de Charles Darwin (Foto: Divulgação)

 

Resultado dos estudos e observações do naturalista britânico Charles Darwin em sua viagem ao redor do mundo a bordo do HMS Beagle, A Origem das Espécies é o melhor exemplo do impacto que os livros acadêmicos podem ter. Ao apresentar a Teoria da Evolução das Espécies e da Seleção Natural, Darwin mudou radicalmente a maneira de pensar de grande parte do mundo e abriu um campo de estudos próprios na biologia, que hoje está presente em estudos avançados, como a genética.

 

O Capital, Karl Marx (1867)
O aprofundado estudo histórico-econômico-social do alemão Karl Marx sobre as origens e o futuro do capitalismo criou um campo de estudos, o materialismo histórico. Inspirou movimentos políticos ao redor do mundo, como sindicatos e organizações sociais. E praticamente ressignificou o que é “ser de esquerda”. As previsões feitas em O Capital ecoam e ajudam a explicar conflitos presentes até os dias de hoje.

O Capital, Karl Marx (1867) (Foto: Divulgação)

 

Uma breve história do tempo, Stephen Hawking (1988)
Trata-se de um dos poucos best-sellers científicos. A obra do físico inglês Stephen Hawking explica, em menos de 300 páginas, conceitos complexos como Teoria do Big Bang, buracos negros e Teoria das Supercordas. Ajudou a popularizar a ciência, tornando-a um pouco mais acessível para a população geral.

Uma Breve História do Tempo, por Stephen Hawking (Foto: Divulgação)

 

A estrutura das revoluções científicas, Thomas Kuhn (1962)
Número um no ranking de publicações mais citadas no Google Acadêmico, com 81,3 mil citações, a obra de Thomas Kuhn trouxe, na época, uma análise inédita da história da ciência. Ajudou a popularizar termos da epistemologia, como “paradigma” e “mudança de paradigma”.

A estrutura das revoluções científicas, de Thomas Kuhn (Foto: Divulgação)

 

Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant (1781)
A obra mais conhecida do filósofo inaugura o chamado “Idealismo Alemão”. Ficou em quinto lugar na votação dos leitores do The Guardian. Na ocasião, o filósofo Roger Scruton comentou a posição de destaque: “Kant deu início a uma tarefa extraordinária, que era mostrar os limites do raciocínio humano e, ao mesmo tempo, justificar o uso de nossos poderes intelectuais dentro desses limites.”

Crítica da Razão Pura, de Immanuel Kant (Foto: Divulgação)

 

 

A riqueza das nações, Adam Smith (1776)
O livro do escocês Adam Smith é considerado a obra fundadora da teoria econômica. Escrito e publicado na esteira da Revolução Industrial, sistematizou pela primeira vez conceitos como produtividade, eficiência, livre-mercado, acúmulo de riqueza, consumo e especialização do trabalho. Apareceu tanto na lista do The Guardian, quanto em segundo lugar no ranking da LSE para obras publicadas antes de 1950 (com 36,3 mil citações).

A riqueza das nações, de Adam Smith (Foto: Divulgação)

 

A ética protestante e o espírito do capitalismo, Max Weber (1905)
O livro é resultado de uma série de ensaios do pensador alemão Max Weber, que investigou como o Protestantismo contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo na Europa. Segundo ele, a ética protestante, em especial a doutrina calvinista da predestinação, influenciou pessoas a buscarem trabalho, empreenderem e acumularem riqueza.  Atualmente, é considerado a obra inaugural da sociologia econômica.

A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber (Foto: Divulgação)

 

Pedagogia do oprimido, Paulo Freire (1968)
Com 72,3 mil citações, o brasileiro Paulo Freire ocupa o terceiro lugar no ranking geral da LSE com Pedagogia do Oprimido. Nele, o pedagogo faz uma crítica ao que chama de “teoria da ação antidialógica”, em que a educação exerce um papel de manter o status quo de dominação das elites. Cabe então aos educadores assumirem uma postura revolucionária, exercendo uma pedagogia da libertação.

Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire (Foto: Divulgação)

 

 

A República, Platão (século IV a.C.)
Sócrates, o maior filósofo grego e fundador da filosofia ocidental, manteve-se fiel à transmissão de conhecimento oral até o fim da sua vida. Coube então aos seus discípulos a tarefa de sistematizar e registrar sua obra por escrito. Um deles foi Platão, que escreveu uma série de Diálogos, entre eles um dos mais influentes, A República. Nele, mestre e discípulo discorrem sobre a justiça e os sistemas políticos.

A República, de Platão (Foto: Divulgação)

 

Orientalismo, Edward Said (1978)
Ao analisar discursos literários, políticos e culturais como as obras de Shakespeare ou textos da época das Cruzadas, o professor palestino Edward Said mostrou como o Ocidente fabricou uma visão distorcida do Oriente, em especial o mundo árabe, para atender à lógica colonial, criando uma narrativa estereotipada que inferioriza os habitantes orientais. “Orientalismo” é extremamente influente — e também criticado — no mundo acadêmico, o que o torna indispensável.

Orientalismo, de Edward Said (Foto: Divulgação)

 

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