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Anfíbios de 165 milhões de anos tinham língua tão rápida quanto camaleões

Anfíbios de menos de 2 centímetros tinham língua tão rápida quanto a de um camaleão. Acima: Yaksha perettii preservado em âmbar (Foto: Joseph Bevitt)

 

Uma nova pesquisa publicada na última sexta-feira (6) na revista Science, revela que os membros da família Albanerpetontidae, apelidada de "albies", em inglês, foram os primeiros anfíbios a terem línguas tão rápidas quanto a de camaleões.

 

Esses animais provavelmente surgiram antes do Jurássico Médio, há 165 milhões de anos; sobreviveram à era dos dinossauros  — testemunhando sua extinção há 65 milhões de anos e, posteriormente, a ascensão dos grandes macacos — e desaparecerem cerca de 2,5 milhões de anos atrás.

Hoje, fósseis de Albanerpetontidae estão espalhados por diversos lugares, América do Norte, Europa, Japão, Marrocos e Mianmar. Mas, até recentemente, sabia-se relativamente pouco sobre sua aparência ou como viviam, porque as espécies dessa família eram bastante pequenas (mediam cerca de 1,5 centímetro de comprimento), dificultando os estudos. 

Os "albies" eram minúsculos e possuem cerca de 1,5 cm de comprimento (Foto: Edward Stanley/Museu de História Natural da Flórida)

 

O primeiro albie quase completo foi encontrado em Las Hoyas, Espanha, em 1995. Embora fosse achatado, os paleontólogos concluíram que eles eram diferentes de qualquer outro anfíbio vivo. Isso porque o animal era um predador com uma língua balística tão rápida quanto a de camaleões modernos, que cuja velocidade chega a mais de 100 quilômetros por hora em apenas uma fração de segundo. Não é à toa que, inicialmente, eles foram confundidos como uma espécie primária dos camaleões

Em 2016, pesquisadores apresentaram uma dúzia de minúsculos "lagartos" de 99 milhões de anos, todos preservados em âmbar. Alguns até foram encontrados com restos de tecidos moles, como pele, garras e músculos, ainda presos à resina fossilizada da árvore.

 

Assim, descobriu-se que os albies eram completamente cobertos por escamas, como os répteis; tinham pescoços flexíveis, como os dos mamíferos; além de uma articulação incomum na mandíbula e grandes órbitas oculares, sugerindo boa visão.

Apesar de todas essas descobertas, as origens desses animais permanecem um mistério. Por exemplo, como exatamente eles estão relacionados a outros anfíbios? Como eles sobreviveram por tanto tempo, e por que sua morte é relativamente recente? Apenas os próximos estudos nos darão essas respostas.

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