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Ciência explica sucesso de Game of Thrones

Já faz mais de um ano desde que testemunhamos a conclusão da aclamada Game of Thrones. A série da HBO teve uma estreia discreta, mas ao decorrer de cada temporada seu público foi aumentando gradativamente. Eventualmente, não sabemos ao certo quando, GOT simplesmente se tornou um grande fenômeno, sendo consumido por massas e dominando a indústria do entretenimento. No entanto, é importante lembrar que noventa por cento do sucesso da produção é mérito de seu material de origem, As Crônicas de Gelo e Fogo, série literária escrita por George R.R. Martin que já carregava consigo uma grande aclamação antes mesmo da HBO decidir adaptá-la.

Ao longo de cinco das oito temporadas de Game of Thrones, Martin atuou como consultor da produção. Sendo assim, David Benioff e Dan Weiss podiam contar com a supervisão do criador do universo de Westeros em sua adaptação televisiva. Contudo, o que os showrunners não imaginavam era que isso acabaria atrasando a elaboração dos livros seguintes de Martin. Logo, em sua quinta temporada, GOT já havia adaptado todo o material de origem disponível e ainda estava longe do fim. O que eles fizeram então? Começaram a investir em ideias originais e essa foi a decadência de Game of Thrones. No fim das contas, aquele ditado de que duas cabeças pensam melhor do que uma se mostrou impreciso, afinal, mesmo juntos, D&D foram incapazes de apresentar uma narrativa satisfatória e sequer coerente, ao contrário do que Martin vem fazendo por anos.

De qualquer forma, essa situação despertou alguns questionamentos: o que a narrativa de Martin tem de tão especial? Por que Game of Thrones cativou tanto o público? Qual a explicação por trás do sucesso de GOT? Pois bem, acredite se quiser, há uma resposta capaz de contemplar essas três perguntas e ela tem até mesmo embasamento científico.

O sucesso de Game of Thrones explicado pela ciência

Uma equipe de matemáticos, físicos e psicólogos buscaram explicar o sucesso por trás da franquia. Assim, através de um estudo para o jornal Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA, pesquisadores de cinco universidades do Reino Unido e Irlanda analisaram Game of Thrones. De acordo com os estudos apontados, a narrativa conta com mais de 2000 personagens nomeados e mais de 41000 interações entre eles. Coincidentemente, esse número representa a média de relações que humanos podem aguentar na vida real.

Segundo uma declaração da Universidade de Warwick: “O estudo mostra que a maneira como as interações entre os personagens são organizadas é semelhante a como os humanos mantêm relacionamentos e interagem no mundo real. Além disso, embora personagens importantes sejam mortos aleatoriamente conforme a história é contada, a cronologia subjacente não é de todo tão imprevisível.”

Só para ilustrar, até mesmo o número de narradores no primeiro livro, como Ned, Catelyn, Jon, Daenerys, Arya e Sansa, é a quantidade certa para nosso cérebro lidar. O estudo também mostra que Martin prende a atenção do leitor por meio de uma sequência aleatória de eventos que refletem o mundo real, de modo que a narrativa pareça mais relacionável. Sendo assim, qualquer pessoa que veja a galeria de personagens de GOT do lado de fora, pode acabar se assustando. Porém, contraditoriamente, são as diversas figuras e acontecimentos aleatórios os responsáveis por manter o espectador imerso na narrativa.

Fonte: Screen Rant
Imagens: HBO.

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