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Fósseis de 5 milhões de anos de parentes do ratel são descobertos na África

Parente do ratel que conhecemos hoje era muito maior do que ele, segundo fósseis encontrados (Foto: Mauricio Antón (MNCN))

 

Cientistas divulgaram nesta segunda-feira (2) no periódico Taylor & Francis Online a descoberta de fósseis de 5,2 milhões de anos de um animal parente do ratel (Mellivora benfieldi) na região de Langebaanweg, na África do Sul. No local também foram encontrados indícios de outros mamíferos da mesma época, como gatos dente-de-sabre, ursos, hienas e parentes de girafas, elefantes e rinocerontes

Comandada pelos paleontólogos Alberto Valenciano Vaquero, do Museu Iziko da África do Sul e da Universidade da Cidade do Cabo, e Romala Govender, do mesmo museu, a pesquisa mostra fósseis de uma espécie de ratel (também chamado de texugo-do-mel) bastante distinta da que conhecemos hoje. “Os novos fósseis nos dão uma visão única de seu estilo de vida e relação com outros mustelídeos semelhantes”, afirma Valenciano, em nota.

 

 

 

O trabalho mostra a evolução dos mustelídeos — grupo ao qual o ratel pertence — durante os últimos 7 milhões de anos e confirma a existência de um grupo chamado Eomellivorini, que seria um parente distante bem maior do que a espécie que hoje habita o continente africano.

Também foram encontrados fósseis de Langebaanweg , um parente menor do ratel, mas tão perigoso quanto (Foto: Alberto Valenciano)

 

"A identificação do Eomellivorini, que inclui Eomellivora (dos continentes do norte) e Ekorus (da África), identifica um grupo de mustelídeos gigantes relacionados ao ratel que foram adaptados para perseguição ao contrário de qualquer um da espécie que conhecemos hoje, e podem ter evoluído em um época em que gatos desse tamanho eram raros ou inexistentes", diz Lars Werdelin, do Museu Sueco de História Natural, um dos maiores especialistas em carnívoros que não esteve envolvido na pesquisa.

Ratel em Botsuana. O animal é um dos mais ferozes do mundo (Foto: Derek Solomon)

 

Também foram encontrados fósseis de um parente menor do ratel e tão feroz quanto ele. “Os fósseis de Langebaanweg estão em uma encruzilhada de mudanças climáticas e ambientais, o que nos dá uma visão sobre como os animais se adaptaram a essas alteraçõs, bem como sobre a evolução dos carnívoros no sul da África”, observa Govender. 

 

 

 

O ratel pertence à família dos Mustelidae, a mesma de doninhas, lontras e texugos. Eles vivem na maior parte da África Subsaariana e do Leste Asiático, incluindo a Índia. Apesar de seu tamanho relativamente pequeno, são um dos animais mais agressivos e ferozes do mundo. “Mesmo grandes carnívoros, como leopardos, hienas e leões ficam fora do seu caminho”, diz Valenciano. Esses animais possuem dentes afiados e longas garras para ajudar a capturar as presas, mas também se alimentam de raízes, insetos e pequenos vertebrados.

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