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Qual a forma correta de arqueólogos abrirem sarcófagos?

Qual a forma correta de arqueólogos abrirem sarcófagos

Recentemente, muito se falou sobre o caso dos arqueólogos que abriram sarcófagos no Egito sem nenhum tipo de proteção. Com isso, hoje, viemos tirar uma dúvida: afinal, qual a forma correta de arqueólogos abrirem sarcófagos?

Em um vídeo, que repercutiu nas redes sociais, 59 sarcófagos de 2.500 anos e que faziam parte da 26ª dinastia foram abertos ao lado de pessoas que não eram especialistas. Enquanto a abertura acontecia, elas tiravam fotos e registravam o momento. Com isso, a proteção de tais objetos inestimáveis ficou para segundo plano.

É isso que dizem os profissionais da área e especialistas no assunto

De acordo com Fernando Costa, professor de História, Sociologia, Filosofia e Atualidades, é importante entender a importância de analisar e pesquisar, e não apenas concluir algo. Como nos lembra o professor que fornece cursos online e um conteúdo gratuito para alunos no YouTube, precisamos compreender o estudo não como um trabalho acadêmico, mas nesse caso, como um olhar para parte de nossa história. “Para a humanidade, a arqueologia é considerada a base para a compreensão do passado e dos rastros históricos da humanidade no tempo. A egiptologia, por exemplo, é um forte indicativo de área que nos traz incríveis informações através de suas pesquisas”, afirma Fernando.

E claro, isso engloba todas as etapas de pesquisa. “Observar objetos, vestígios ósseos, pigmentos, questões alimentares e arquitetônicas que são analisadas meticulosamente diariamente por pesquisadores e pesquisadoras nos ensinam sobre como aquela sociedade, que é uma das bases da história humana, se consolidou e desenvolveu por milênios”, completa o pesquisador.

Agora, no caso das escavações, esse tipo de situação é importante para derrubar e possíveis informações falsas sobre o assunto. Existe uma “ideia de que objetos antigos são perigosos ou devem ser isolados hermeticamente, e até casos de Fake News citando falsos casos de mortes anos após a abertura de tumbas e objetos”, lembra Fernando. Então, qual a forma correta de arqueólogos abrirem sarcófagos?

Desmitificando informações falsas sobre o assunto

Hoje, sabemos que não existem doenças ocultas ou maldições na abertura de tumbas e objetos. Por isso, o verdadeiro cuidado deve ser tomado em relação à fragilidade do objeto. E claro, também considerando que aqueles objetos ou restos humanos foram uma pessoa e até uma divindade para determinada cultura. Portanto, o respeito também é muito importante.

No caso da abertura recente no Egito, o maior perigo estava na aglomeração causada pela ocasião. “Há um maior perigo de doenças na reabertura ao turismo no Egito, mesmo em meio à pandemia. Ali sim, há uma chance real e mais grave de que um vírus ainda sem cura cause um dano maior na sociedade e nos pesquisadores que se aglomeraram em meio à imprensa para exibir as novas descobertas”, afirma Fernando.

Por fim, também somos lembrados que os especialistas envolvidos eram devidamente preparados para a situação. Por isso, “não se deve renegar ou ocultar a ideia de que os especialistas na área sempre são instruídos e cobrados a tomarem as medidas reais e meticulosas sobre o uso e manuseio de qualquer objeto arqueológico, devido à sua fragilidade e possibilidade de dano irreparável”, completa o professor.

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