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Raro caso de câncer da Idade do Bronze é descoberto na China

Na China, cientistas encontraram um dos primeiros casos do leste da Ásia de mieloma, câncer que atinge os glóbulos brancos da medula óssea (Foto: Jenna Dittmar /www.sciencedirect.com/)

 

Um dos raros casos de câncer encontrado em estudos arqueológicos no leste asiático foi identificado recentemente por pesquisadores de instituições do Reino Unido, dos Estados Unidos, da China e de Singapura. Publicado no último dia 19 de outubro no periódico International Journal of Paleopathology, o estudo traz informações sobre as análises de um esqueleto da Idade do Bronze na China.

 

 

 

As ossadas eram de um homem adulto que pertencia à cultura Qijia, datada de 1750 a 1400 a.C. Ele estava enterrado no cemitério de Mogou, na província de Gansu, no noroeste do país. Por meio de radiografias, os pesquisadores observaram múltiplas lesões cancerígenas nos ossos, em especial nas vértebras, costelas e no esterno, osso localizado na parte superior do tórax. “A imagem radiográfica revelou destruição mais extensa do osso esponjoso do que o osso cortical, indicando que a medula era o ponto focal da doença”, escrevem os autores no artigo.

Foto (acima) e raio-x (embaixo) da costela com lesōes cancerígenas nos ossos encontrada na China (Foto: Jenna Dittmar /www.sciencedirect.com/)

 

Baseados nesses achados, os cientistas concluíram que provavelmente o homem tinha um mieloma múltiplo. Esse tipo de câncer se desenvolve nas células plasmáticas, que compõem os glóbulos brancos produzidos na medula óssea. De acordo com os autores, é o primeiro caso desse tipo de tumor maligno encontrado na China continental e um dos raros achados de câncer em estudos arqueológicos no leste da Ásia. “Evidências paleontólogas de câncer em populações antigas são raras, especialmente fora da Europa e do Norte da África”, informam os cientistas.

 

 

 

Eles consideram que pesquisas como essa são necessárias para entender e reconstruir a história e a evolução do câncer na humanidade. Além disso, esses estudos são úteis para compreender possíveis condições ambientais que levaram ao desenvolvimento dessas doenças.

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