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Remédio para colesterol reduz mortalidade por Covid-19, aponta estudo

Estatinas, medicamentos usados para controlar o colesterol, podem reduzir risco de morte por Covid-19 (Foto: Anastasiia Ostapovych/Unsplash)

 

As estatinas, fármacos usados para reduzir o colesterol no sangue, pode ser uma candidata ao tratamento de Covid-19. É o que indica uma pesquisa da Universitadade Rovira e Virgili (URV) e do Instituto Pere Virgili Institut (IISPV), ambos na Espanha, segundo a qual pessoas tratadas com essas substâncias têm um risco até 25% menor de morrer por causa do novo coronavírus. Os resultados da pesquisa foram publicados no último dia 2 de novembro no European Heart Journal - Cardiovascular Pharmacotherapy.

 

Para o estudo, os especialistas coletaram informações de 2.159 pacientes com Covid-19 de 19 hospitais na Catalunha entre março e maio de 2020. Lluís Masana, que liderou o estudo, avaliou 100 variáveis ​​clínicas por paciente, como idade, sexo, doenças prévias, níveis de colesterol, evolução do vírus, tratamentos utilizados e assim por diante.

Depois, os cientistas compararam as taxas de mortalidade de pacientes tratados com estatinas com os índices de mortalidade entre aqueles que não utilizavam o medicamento. “Na nossa comparação, ajustamos os grupos para que fossem comparáveis ​​em termos de idade, sexo e existência de doenças anteriores”, explicou Masana, em nota.

O percentual de pacientes que morreram no grupo não tratado com estatinas foi de 25,4%, e os óbitos de usuários do remédio foi de 19,8%, o que significa uma redução de 22%. “Os dados indicam que o tratamento com estatinas previne uma em cada cinco mortes”, destacou Masana. Além disso, se o tratamento com esse medicamento continuar durante a hospitalização, a mortalidade cai até 25%, evitando assim uma em cada quatro mortes.

 

Os envolvidos no estudo concluíram que um dos efeitos indiretos da pandemia é que algumas pessoas pararam de tomar medidas preventivas destinadas a combater doenças crônicas, como o uso de estatinas nos casos de quem tem o colesterol acima dos níveis normais. “Alguns profissionais de saúde até aconselharam a retirada deles por acreditarem que poderiam piorar os efeitos da Covid-19. No caso das estatinas, demonstramos que o medo da pandemia nunca deve servir de pretexto para suspender o tratamento”, disse o cientista.

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