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Samsung Galaxy XCover Pro: armadura e muitos botões

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Samsung Galaxy XCover Pro é um smartphone intermediário com uma proposta incomum: suportar quedas, pancadas e outras intempéries para permitir que o usuário se aventure com ele em atividades que poderiam facilmente causar danos a celulares ditos convencionais.

Para tanto, o modelo tem corpo reforçado e certificação militar MIL-STD-810G. Além disso, ele traz proteção contra água (IP68), bateria removível e dois botões adicionais programáveis. Isso tudo complementado com uma ficha técnica que inclui tela LCD de 6,3 polegadas, processador Exynos 9611 e 4 GB de RAM.

Como é usar um smartphone “pau pra toda obra” como esse? Ele realmente é robusto como aparenta ser? O desempenho geral é bom? A bateria tem autonomia decente? Vale a pena pagar o preço sugerido de R$ 2.799? É o que você vai descobrir a partir de agora.

Análise do Samsung Galaxy XCover Pro em vídeo

Aviso de ética

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O XCover Pro foi fornecido pela Samsung por empréstimo. O produto será devolvido à empresa após os testes.

Design e resistência

O Galaxy XCover Pro foi projetado com foco em atividades profissionais. Esse é o tipo de celular para ser usado por quem trabalha com construção civil, mineração ou agricultura, por exemplo. Essas atividades são executadas em ambientes que geram detritos ou condições de uso que podem danificar um celular com relativa facilidade.

Mas o aparelho também pode ser usado por entregadores que passam muito tempo nas ruas, por quem prática esportes radicais e assim por diante. É por isso que a Samsung decidiu vender o XCover Pro para consumidores finais (e não só para empresas).

O XCover Pro só está disponível nesta cor preta (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O XCover Pro só está disponível na cor preta (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para que ele possa suportar condições adversas, a companhia equipou o aparelho com uma densa carcaça de plástico que, ao toque, lembra borracha. O primeiro contato é engraçado. Parece que você está segurando um celular que vem com uma capinha que não pode ser retirada.

Esse acabamento é assim justamente para permitir que o celular saia ileso de quedas ou pancadas — ou, no máximo, com alguns danos superficiais.

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Foi o que aconteceu enquanto eu testava as câmeras: derrubar o aparelho já estava nos planos, mas deixei o XCover Pro escapar da minha mão sem querer. O celular pipocou em um chão de concreto irregular. As pancadas foram fortes.

Apesar disso, o smartphone ficou com apenas algumas marcas superficiais em duas extremidades. E a tela? Pelo jeito, a proteção Gorilla Glass 5 existente aqui cumpriu o seu dever: quando desvirei o celular, notei que ela ficou intacta. Foi quando o meu coração voltou a bater.

Um pequeno "machucado" no XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um pequeno “machucado” no XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Neste ponto, vale abordar rapidamente a tal certificação militar MIL-STD-810G. Ela indica que o dispositivo passou por testes de resistência que seguem parâmetros definidos pelas forças armadas americanas.

Basicamente, essa é uma forma de dizer que o aparelho é mais resistente a quedas, variações de temperatura e umidade do que a média. Nesse sentido, a Samsung explica que o XCover Pro suporta quedas de alturas de até 1,5 m. Para tirar a prova, eu deixei o aparelho cair algumas vezes dessa altura — dessa vez intencionalmente — e ele ficou lá, inteirão.

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O certificado IP68 é outro atributo encontrado aqui. A fabricante indica que o dispositivo é resistente a poeira e água doce em profundidade de até 1,5 m por 30 minutos. Bom, eu brinquei rapidamente com o dispositivo na água e, novamente, ele saiu do teste como se nada tivesse acontecido.

Mas, veja, todas essas características não fazem do Galaxy XCover Pro um smartphone indestrutível. Ele apenas aguenta mais porrada do que a maioria dos celulares, digamos assim.

Botões e recursos extras

Na lateral direita do Galaxy XCover Pro, tudo normal: ali estão os controles de volume e o botão de liga / desliga que, aliás, também faz leitura de impressão digital — o procedimento quase sempre é rápido e preciso.

Agora, quando olhamos para a lateral esquerda, encontramos um botão grandalhão com uma moldura em laranja metálico. Trata-se da tecla programável XCover, que pode assumir diversas funções, como ativar a lanterna, ir para a tela inicial ou abrir um aplicativo de sua escolha.

Botão XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Botão XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Existe mais um botão adicional programável, este na parte superior, ao lado da conexão para fones de ouvido. Ambos podem ser úteis para atividades muitos específicas, como ativar rapidamente ferramentas de pontos de venda ou até funcionar como walkie talkie — o smartphone é compatível com uma função do tipo existente no Microsoft Teams, por exemplo.

Botão superior (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Botão superior (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Já a parte inferior abriga a porta USB-C e a saída de áudio, que tem volume alto e som claro na maioria das situações, mas não chega a impressionar. E onde está a gaveta para chips?

O Galaxy XCover Pro suporta dois SIM cards e um microSD, mas você precisa remover a tampa traseira para acessar esses slots. Isso porque o modelo tem bateria removível. É uma característica muito rara hoje em dia, mas a ideia aqui é permitir que o usuário troque o componente rapidamente em circunstâncias onde não há tomadas por perto.

Outra explicação para a bateria removível: essa abordagem ajuda o aparelho a se desmontar nas quedas e, assim, “dissipar” o impacto resultante para reduzir as chances de danos.

O XCover Pro "desmonta" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O XCover Pro “desmonta” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os recursos extras não terminam aí: nos deparamos com um LED grandinho ao lado do botão da parte superior. Ele informa o status da bateria e pisca para alertar sobre mensagens não lidas ou outras notificações.

LED na parte superior (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LED na parte superior (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela

Painéis AMOLED são uma característica marcante da família Galaxy, mas o XCover Pro aparece como exceção: o modelo tem tela de 6,3 polegadas do tipo TFT LCD.

Não se preocupe, esse é um painel dos bons: a resolução é 2340×1080 pixels, o brilho máximo não é dos mais intensos, mas garante boa visualização em ambientes claros e as cores são exibidas com vivacidade, embora o preto não seja profundo, como é típico de visores LCD.

É verdade que as bordas são um tanto generosas, mas, provavelmente, essa é uma margem que contribui para proteger o componente nas quedas. Além disso, o painel pode assumir um tom levemente esbranquiçado quando visto de ângulos variados (outra característica típica de telas LCD), mas isso não dificulta a visualização do conteúdo.

Mas, sim, um display AMOLED seria mais interessante.

XCover Pro tem painel LCD (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

XCover Pro tem painel LCD (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Samsung chama atenção para a possibilidade de a sensibilidade a toques da tela ser aumentada para facilitar o uso do aparelho quando você estiver usando luvas. Para isso, basta ativar a opção correspondente nas configurações.

Funciona. Após a ativação do recurso, a tela do XCover Pro reconheceu toques feitos com uma flanela com facilidade, coisa que não aconteceu com o visor de um iPhone XR (também LCD).

Software

Como você já sabe, o Galaxy XCover Pro foi desenvolvido para ser um smartphone funcional em situações um tanto hostis. Isso é refletido no software. Na primeira olhada, não percebemos nenhuma mudança em relação a outros intermediários atuais da linha Galaxy: o sistema operacional é o Android 10 acompanhado da interface One UI 2.0.

Isso significa que o software do aparelho é bem organizado e oferece o conjunto padrão de aplicativos e recursos da própria Samsung, como Bixby, Samsung Health e Dual Messenger.

One UI 2.0 com Pasta Segura (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

One UI 2.0 com Pasta Segura (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Mas, vasculhando as entranhas do sistema, encontramos as opções de configuração dos botões extras, por exemplo. Como este é um celular pensado para uso profissional, recursos de segurança, como o Pasta Segura (protege arquivos e apps de acesso não autorizado) também recebem algum destaque aqui, embora não sejam inéditos.

Cofiguração do botão XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Cofiguração do botão XCover (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmeras

Celulares com quatro câmeras são tendência em 2020, mas o XCover Pro é resistente até nisso. O smartphone traz apenas duas câmeras na traseira. A principal tem 25 megapixels. A secundária é uma grande angular de 8 megapixels.

Câmeras do XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmeras do XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para um celular de categoria intermediária, elas fazem um trabalho interessante. A principal chamou a minha atenção por dar uma incrementada na intensidade das cores. O efeito disso é que as fotos saem com vivacidade, mesmo quando as condições de luz não são as melhores (como quando o dia está nublado).

O problema é que, dependendo das circunstâncias, a saturação pode ficar exagerada, fazendo a imagem causar a impressão de ter sido editada. A despeito disso, a definição é decente e os ruídos são bem controlados.

Já a grande angular (ângulo máximo não revelado) deixa a coloração em um nível mais realista. O problema é que ela é menos eficiente no controle da definição. Por conta disso, pontos pouco iluminados na imagem podem ficar mais escuros do que são. Mesmo assim, o resultado costuma agradar.

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Câmera principal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Grande angular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desfoque de fundo por software (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desfoque de fundo por software (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo noturno (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo noturno (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A câmera frontal consiste em um sensor de 13 megapixels e também faz um bom trabalho. Quando as condições de iluminação são favoráveis, as cores são vibrantes, o nível de ruído é bem controlado e o nível de detalhamento do objeto em primeiro plano é alto.

Selfie com o XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Selfie com o XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Selfie com o XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Selfie com o XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para um smartphone que não tem a fotografia como prioridade, até que o XCover Pro faz um trabalho caprichado.

Desempenho e bateria

As engrenagens do Galaxy XCover Pro são movidas por um chip Exynos 9611 acompanhado de 4 GB de RAM. É o mesmo hardware que equipa o Samsung Galaxy A51 e, portanto, o desempenho é similar ao deste: o XCover Pro executou tudo a que foi submetido, mas pode sofrer um pouquinho sob determinadas condições.

Não é nada que atrapalhe a experiência de uso. Na maioria esmagadora das aplicações, o aparelho se sai bem. Porém, vez ou outra, você pode notar certa demora na abertura de apps ou na alternância entre eles, principalmente quando muitos aplicativos estiverem abertos.

Em jogos como Asphalt 9: Legends, é possível notar engasgos quando as configurações gráficas estão no máximo em função da queda na taxa de frames. Com as configurações no nível médio ou automático, esse problema ocorre com muito menos frequência.

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A bateria, com seus 4.050 mAh, dá conta do recado. Para testá-la, rodei um filme de duas horas na Netflix com brilho máximo na tela, joguei Asphalt 9: Legends e Breakneck por 15 minutos cada, acessei Chrome e redes sociais por cerca de uma hora e meia, rodei Spotify via alto-falante por uma hora, brinquei no Google Earth por 15 minutos e fiz uma chamada de 10 minutos.

Os testes começaram pela manhã com carga em 100% e foram executados no decorrer do dia. Por volta das 22:00, a bateria registrava 39% de capacidade. Não é um número ruim.

Já o tempo de recarga de 7% para 100% foi de duas horas com o carregador incluído na embalagem do produto.

Samsung Galaxy XCover Pro: vale a pena?

No Galaxy XCover Pro, o desempenho é consistente, a tela não é AMOLED, mas oferece boa experiência, as câmeras convencem e a bateria não faz feio na autonomia. São pontos positivos, mas que diferem pouco ou nada daquilo que é oferecido por outros intermediários.

O que diferencia o modelo é mesmo o seu acabamento externo. Só pelo toque você percebe que o smartphone é preparado para aguentar as intempéries da vida. Nas quedas, ele pode ficar com uma cicatriz aqui, outra ali, mas o dispositivo realmente tem menos chances de sofrer danos na comparação com smartphones “normais”.

Além disso, os botões extras, o LED de notificações e a bateria passível de ser trocada facilmente podem ser úteis em determinadas situações.

Eis o pulo do gato: o Galaxy XCover Pro não é um produto pensado para ter grande volume de vendas, mas para atender a perfis de uso muito específicos.

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Galaxy XCover Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Esse detalhe é interessante porque evidencia que a Samsung é uma marca tão forte em smartphones que ela pode se dar ao luxo de apostar até em modelos destinados a nichos. Produtos muito nichados vendem pouco, por outro lado, ajudam a posicionar a marca como criativa ou inovadora.

Com base nisso, o XCover Pro surge como um celular curioso para a maior parte dos consumidores, mas útil apenas para uma minoria. Se você exerce alguma atividade profissional ou esportiva que aumenta as chances de o seu celular ser danificado, vá em frente. O preço de R$ 2.799 é alto, mas já é possível encontrá-lo por valores na casa dos R$ 2.500.

Agora, se você busca um celular robusto por se considerar uma pessoa desastrada, a dica é partir para outro modelo e tentar protegê-lo com uma capinha reforçada, pois, na faixa dos R$ 2.500, você vai encontrar aparelhos que oferecem experiência melhor com tela, câmeras ou desempenho, a exemplo do Galaxy s10 Lite ou, como opção ainda mais em conta, do Galaxy A71.

Especificações técnicas

  • Tela: TFT LCD de 6,3 polegadas, resolução de 2340×1080 pixels, Gorilla Glass 5
  • Processador: Samsung Exynos 9611 octa-core de até 2,3 GHz, GPU Mali-G72
  • RAM: 4 GB
  • Armazenamento: 64 GB expansíveis com microSD de até 512 GB
  • Bateria: 4.050 mAh removível, carregador de 15 W
  • Câmera frontal: 13 megapixels, f/2,0
  • Câmeras traseiras:
    • Principal: 25 megapixels, f/1,7
    • Grande angular: 8 megapixels, f/2,2
  • Conectividade: 4G, USB-C, NFC, GPS, ANT+, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.0, conexão para fones de ouvido, dual SIM
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, giroscópio, bússola, impressões digitais na lateral
  • Outros: dois botões extras programáveis, LED de notificação na parte superior, certificação militar MIL-STD-810G, certificação IP68
  • Sistema operacional: Android 10 com interface One UI 2.0
  • Dimensões e peso: 159,9 × 76,7 × 9,9 mm, 218 gramas

Samsung Galaxy XCover Pro: armadura e muitos botões

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