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Meduza e Dermot Kennedy contam ao Papelpop sobre colaboração inesperada no single “Paradise”

Donos do hit “Piece of Your Heart” indicado ao Grammy de 2019, o  trio italiano Meduza lançou o seu novo single “Paradise” que conta com a participação do cantor em ascenção irlandês, Dermot Kennedy. Em uma conversa com Mattia do Meduza e Dermot, os artistas contaram um pouco sobre o processo de desenvolvimento da música que rolou durante a pandemia e como essa parceria aconteceu já que, para alguns, a participação de Dermot foi uma surpresa, já que o compositor é conhecido pelas suas músicas acústicas, como prova o seu álbum de estreia Without Fear.

Vem conferir o clipe oficial desse crossover inesperado que resultou na poderosa faixa “Paradise”: 

 

Perguntas sobre o Brasil, liberdade criativa e o que o paraíso significa para eles, foram outros tópicos abordados durante a conversa. Confira a nossa entrevista com os artistas na íntegra: 

 

PAPEL POP: Parabéns pelo novo single! É uma música ótima e realmente parece a mistura perfeita de Meduza e Dermot, o que para mim foi uma boa surpresa! Se algum de vocês pudesse nos contar um pouco sobre como surgiu essa colaboração…

MATTIA (MEDUZA): Conhecemos o Dermont em 2019, quando a nossa gravadora nos chamou para fazer um remix da faixa “Power Over Me” dele! Ficamos muito animados com o convite e naquele momento descobrimos que a voz do Dermot era muito compatível com o nosso som e começamos a trabalhar em algo especificamente para ele a partir disso. Aí a pandemia aconteceu e numa sessão remota, finalizamos essa música juntos pensando muito sobre como estamos vivendo nesse mundo de hoje.

DERMOT: É bom demais, porque como fazemos parte da mesma gravadora no Reino Unido, acredito que ter me escolhido para fazer parte dessa faixa foi uma decisão que poderia ter sido muito mais complicada se não fosse esse detalhe em comum da gravadora! Eu estava de férias no sul da Irlanda quando ouvi “Paradise” pela primeira vez e é obviamente bem diferente do tipo de música que eu estou acostumado a fazer, mas sinto que o espírito dela é o mesmo do que eu tento transparecer no meu trabalho. 

 

 

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PP: Sim! Muita gente ficou surpresa de te ouvir em uma música eletrônica! Conta um pouco pra gente como foi essa experiência pra você…

Dermot: Uma das coisas mais legais pra mim foi que eu sabia que estava fazendo algo diferente! E aí quando divulgamos para o público nas redes sociais e tal, todo mundo que curte as minhas músicas, deram um feedback positivo! Eu sempre tive uma relação de apenas consumidor de faixas tipo dance track, então fazer parte dessa música é muito gratificante. Eu acho que gêneros de músicas não deveriam colocar artistas em caixas, acho que todos deveriam explorar aquilo que os agrada e mandar ver [risos]!

 

PP: Em colaborações há algo específico que vocês buscam de artistas?

Mattia (Meduza): Quando você tenta trabalhar com outro artista você tenta o deixar em uma zona de conforto em que ele entenda que a música é dele! Tentamos sempre entender como ele funciona como um todo: compositor, produtor, etc. Aí o processo de enxergar a música como um todo fica muito mais fácil e orgânico. É sobre tentar achar algo que combine perfeitamente para universo dos dois artistas que estão trabalhando numa mesma obra. 

Dermot: É muito interessante ouvir isso, porque simplesmente faz sentido! Vocês escutam algo e, por conhecerem o meu trabalho como um todo, conseguem meio que adivinhar a minha reação positiva em relação ao o que vocês estão me oferecendo como participação [risos]. 

 

PP: Vocês são da Irlanda (Dermot) e Itália (Mattia/Meduza), acham que esse fato impacta o seu som de uma maneira diferente? Se sim, como? 

Dermot: Eu acho que sim! Para mim, pessoalmente, a Irlanda tem uma boa lista de artistas conhecidos e renomados por lá, o que faz da nossa comunidade de artistas se respeitarem ainda mais. Na Irlanda tem essa coisa maravilhosa em que, mesmo criança, se você falar que quer ser um artista, ninguém vai rir da sua cara. Muito pelo contrário, vão te levar a sério e torcer por você! Eu sou muito grato por isso! 

Mattia (Meduza): Acho inevitável não ser impactado pela nossa cultura! Mas crescemos ouvindo muito material do Reino Unido e dos Estados Unidos e, como a nossa música acabou bebendo muito dessa fonte, acredito que essa foi uma das razões das nossas músicas terem estourado primeiro nesses lugares do que na Itália, por exemplo. 

 

PP: Queria dizer que eu adorei o clipe da apresentação ao vivo de Paradise! Ver as cenas das ruas de Milão todas vazias por causa da pandemia e vocês [Meduza] se apresentando no topo de um prédio! E Dermot, não tem muito o que falar sobre você em Nova York, porque né… É Nova York. Não tem muito o que comentar [risos].

Dermot: [Risos] Concordo! 

Mattia (Meduza): [Risos] Também concordo com você nessa! Nova York é Nova York! Mas que bom que gostou dessa segunda versão do clipe da música! A gravação foi surreal e muito gratificante, principalmente no momento em que estamos vivendo agora. Queríamos mostrar o tanto que a cidade de Milão nos inspira como artistas e traduz um mood tão presente na elaboração da faixa. Não conta para a nossa gravadora, mas eu gosto mais dessa versão do clipe do que a original que foi bem mais cara [risos].

 

PP: Seu segredo está seguro comigo! E a pandemia? Além de gravações em cidades vazias, como mais ela afetou o trabalho de vocês?

Mattia [Meduza]: Em tantas maneiras… Quando estamos fazendo músicas, trabalhando com demos, baseamos as nossas escolhas finais através de testes ao vivo em shows, através da recepção das pessoas naquele exato momento, o jeito que elas recebem as músicas podem dizer muito sobre o que as músicas as fazem sentir e isso é muito importante para nós! Sentimos muita falta disso! E honestamente, é por isso que lançar singles durante a quarentena demorou um pouco mais do que quanto estamos acostumados. Quando fazemos lives, por exemplo, é completamente diferente de um show ao vivo para nós! Eu dependo muito mais da minha intuição em relação ao lugar em que estou tocando, do que ao tocar um set num festival, em que minha relação está 100% conectado com o público. Mas estamos mais do que prontos para voltar ao Brasil para nos apresentarmos ao vivo novamente! 

 

PP: Eu já ia perguntar sobre isso! Chegamos na hora da entrevista em que eu tenho que perguntar sobre a relação de vocês com o Brasil, por motivos óbvios de “Please Come To Brazil”, que eu acho que vocês já devem estar acostumados a respeito, né [risos]? 

Mattia (Meduza): Vocês não precisam de um movimento de “Please Come To Brazil” para que eu volte para aí [risos]! Eu já estive mais de uma vez no Brasil, mas a última vez que eu estive aí foi para tocar no carnaval e foi uma das melhores experiências que eu tive na minha vida! Os brasileiros têm algo que é diferente do resto do mundo, vocês tem um tipo de música que é muito particular e que realmente toca as pessoas, fazem com que elas literalmente se mexam! Como artista, se apresentar para pessoas que aproveitam a música como o brasileiro, é algo maravilhoso e eu mal posso esperar para voltar! 

 

PP: Estaremos te esperando! E você, Dermot? Alguma coisa sobre o Brasil que você gostaria de falar? Já tem alguns fãs brasileiros lotando suas redes sociais de mensagens [risos]?

Dermot: [Risos] Acho que tenho alguns! Um dos caras da minha banda foi para o Carnaval no Brasil e ele não falou em outra coisa por um bom tempo! Eu quero muito visitar o país e me apresentar aí assim que possível! Eu nunca falei com ninguém que se apresentou no Brasil e não se apaixonou, então eu estou muito animado para essa possibilidade assim que possível! 

 

PP: Meninos, minha última pergunta é para que vocês descrevam a sua versão de paraíso em três palavras! 

Mattia (Meduza): Caramba! Você começa respondendo essa,Dermot [risos]!

Dermot: [Risos] Oh Deus! Em três palavras? Irlanda. Música. Família. Essas são as coisas mais importantes pra mim.

Mattia (Meduza): Família. Distância. É difícil demais pensar numa terceira… 

Dermot: E Brasil! 

Mattia (Meduza): [Risos] Isso! 

 

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Ouça “Paradise” nas plataformas:

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