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Gryffin fala ao Papelpop sobre o single “I Want Love”, boas parcerias e música brasileira

A música nova já está nas plataformas digitais (Divulgação)

Depois de parcerias com Carly Rae Jepsen e Audrey Mika, Gryffin lançou nesta quarta-feira (10) o single “I Want Love”. Ele é fruto de uma colaboração do produtor norte-americano com o cantor Zachary William “Bill” Dess, mais conhecido pelo nome artístico de Two Feet. O resultado é uma música super alto astral e dançante.

Por videochamada, o Papelpop teve a chance de falar com Gryffin dias antes da chegada da faixa às plataformas digitais. Além de ter revelado detalhes sobre a parceria, durante a entrevista, o artista falou sobre o próximo álbum, o que acha essencial para um feat. dar certo e confessou que gostaria de trabalhar com artistas brasileiros no futuro.

Antes de conferir a nossa conversa, bora ouvir a nova música?

A entrevista você lê abaixo:

***

Papelpop: Que prazer estar falando com você! Estamos aqui porque está prestes a lançar uma música com o Two Feet. Então, me conta como ela aconteceu? 

Gryffin: Sim! Quando eu o ouvi pela primeira vez, me tornei um grande fã e ele ouviu alguns dos meu remixes no SoundCloud. Temos gostado da música um do outro há algum tempo. Nossos empresários acabaram trocando mensagens falando: “Ei, acha que eles topam fazer uma parceria?”. Nós dois dissemos “sim” e, então, Bill me enviou “I Want Love”. Era basicamente ele tocando a guitarra e cantando a música. Eu absolutamente amei. Disse ao meu [empresário]: “Eu realmente quero trabalhar nisso, acho que pode sair algo legal”. E começamos a passar a faixa de um para o outro via internet. Aconteceu bem rápido, tipo em um mês ou dois. Ficamos muito felizes pela forma como aconteceu. Na verdade, nos encontramos pela primeira vez neste último final de semana — o que é meio doido, porque foi depois de a música estar pronta.

Eu já ouvi a música, mas queria que você falasse mais sobre o significado dela e o que tinha em mente quando começou a desenvolvê-la…

Eu acho que queria manter o estilo vocal do Two Feet e o trabalho de guitarra intactos na gravação, mas também pensava em tirá-lo um pouco da zona de conforto. Ele faz muita coisa com uma vibe mais sombria, o que é incrível, mas eu queria fazer uma música para ser lançada na primavera, na época do verão, tendo um pouco mais do clima de celebração. Quando o Two Feet mandou a música para mim, ele disse que queria que fazer house music. Isso foi muito legal para mim, porque ele já estava disposto a entrar dentro do meu universo. Foi apenas tentar fazer com que a música fosse bastante emocional, além de honesta com o Two Feet e a ela mesma, tentando acrescentar um pouco de otimismo. Fiquei muito feliz que ele esteve aberto a isso. Ele realmente gostou do que fiz. Conseguimos finalizar isso porque estávamos na mesma página sobre o que queríamos fazer com a música.

Você já trabalhou com vários artistas. Por isso, na sua opinião, quais os principais elementos que tornam o resultado de uma parceria bom?

Essa é uma pergunta muito boa. Eu acho muito importante que ambos os artistas estejam muito envolvidos em todo o processo, como o de composição e até o da produção. Gosto de mantê-los realmente envolvidos, tipo: “Ei, você gosta disso? Eu gosto daquilo. O que você quer mudar?”. E gosto de ser muito aberto com o outro artista e que ele seja assim comigo também sobre o que está sentindo. Dessa forma, sinto que todos os envolvidos podem garantir que suas artes estão sendo representadas na música. Acho que esta provavelmente é a melhor coisa: apenas estar disposto a ouvir a ideia deles e o que querem trazer para a música.

Eu gosto que, ao longo dos anos, você tem se arriscado em diversos gêneros musicais, investindo até no country. Quais você ainda gostaria de experimentar? 

Estava tentando trabalhar em um EP global ou colaborar com artistas de países diferentes. Acho que farei isso eventualmente. Estou super aberto à possibilidade. Eu sempre amei diferentes tipos de música, não importa qual seja o gênero ou a língua. Apenas acho que há algo bonito em cada pedaço de música que você pode encontrar. Adoraria fazer algo com o mercado latino. Seria muito legal fazer uma música como essa e até K-pop ou J-pop. Eu acabei de fazer uma com um artista country . Estou super interessado em tudo. Amo fazer música e trabalhar com outras pessoas, porque é muito divertido criativamente trabalhar com alguém de um universo diferente.

Então, há chances de você trabalhar algum dia com funk ou outro estilo musical brasileiro, né?

Sim, definitivamente existe uma chance. Estou muito aberto a isso!

Você conhece algum artista daqui com o qual gostaria de colaborar? Eu sei que você já veio para cá em 2019.

Sim! Estive aí para o Lollapalooza. Foi muito divertido! Mas, sim, conheço… Meus colegas já trabalharam com a Anitta. Honestamente, eu estaria 100% aberto a qualquer coisa. Sinto que existem muitos produtores brasileiros legais de house music. Oh, meu Deus, como é o nome deles? O Cat Dealers é do Brasil? Estou correto? De qualquer forma, estou honestamente disposto a isso. Acho que seria super interessante fazer algo com um artista brasileiro, porque minha passagem por aí foi muito divertida.

Queria dizer que achei muito interessante como você costuma mostrar na internet os processos envolvidos na produção das suas músicas. Por que acha isso importante?

Eu recebo muitas mensagens de fãs perguntando como faço as coisas ou algumas músicas específicas. Eles sempre perguntam coisas relacionadas ao processo de criação das canções. Eu gosto de puxar a cortina e mostrar para as pessoas que todos podem fazer isso. Faço as músicas da minha casa geralmente. Quer dizer, eu vou ao estúdio, mas a Covid-19 deixou tudo muito diferente. Acho legal mostrar os bastidores porque, quando era fã de outros artistas de eletrônica, sempre adorava quando eles faziam algo assim. Me fazia pensar que era uma coisa que também conseguiria alcançar. Eu quero ser capaz de inspirar outros produtores e mostrar que o que faço é muito possível de eles fazerem também.

E o que pode falar sobre o próximo álbum? Como ele se diferencia dos seus projetos anteriores? 

Eu tenho trabalho bem duro nele durante todo o inverno [do hemisfério norte] e a quarentena, que tem me dado um tempo extra, o que é bom. Eu sempre gosto de fazer músicas que soem emocionais com uma vibe otimista. Então, isso vai se manter, mas definitivamente vou explorar mais inspirações no universo indie/alternativo neste álbum. Estou trabalhando com diferentes sons. Estou muito empolgado com o que está por vir e acho que os fãs vão gostar. Vai soar um pouco diferente do “Gravity”, porque quero que cada trabalho tenha uma sonoridade.

Me parece que você prefere lançar álbuns ao invés de singles avulsos. Qual o motivo? Isso já nem é mais tão comum, né?

Sim, definitivamente não é mais [risos]! Eu sempre gostei do formato álbum porque, quando era mais novo, ia a loja de discos e comprava um, olhava para capa e o escutava do começo ao fim. Ainda amo todo esse processo. Acredito bastante no conceito do álbum ter um corpo de trabalho do qual você é muito orgulhoso, um conceito artístico e uma turnê que gira em torno dele. Tudo faz parte do mesmo conjunto. Apesar disso, as tendências estão claramente mudando. Está rolando uma onda de singles no mercado agora, mas eu sempre fui fã de álbuns desde que era criança e sempre quis ser esse tipo de artista.

 

Ouça “I Want Love” nas plataformas digitais:

Spotify | Deezer | Apple Music

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