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Entrevista: Lagum fala sobre terceiro disco, nova fase e o divertido single “Musa do Inverno”

Próximo disco será recheado de parcerias (César Ovalle / Divulgação)

2021 será um ano especial para o Lagum. Após lançar o hit “Musa do Inverno” no final de janeiro e participar de “Nunca Fui Desse Lugar”, colaboração com o grupo Daparte, a banda se prepara para uma nova fase.

Apegados a nostalgia e utilizando diversas referências sobre o universo da cultura pop, os integrantes estão construindo uma base musical e estética que deve culminar no terceiro álbum da carreira.

Recentemente, conversamos com os artistas. No bate-papo, nos contaram sobre os planos para o futuro, deram detalhes sobre a construção do próximo disco e ainda falaram de trabalhos anteriores.

Antes da leitura da entrevista, aprecie o divertido clipe de “Musa do Inverno”:

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Papelpop: Esse é o terceiro disco da banda, para começar queremos saber sobre o título e a construção dele. Como vocês chegaram nessa ideia? Há uma temática principal que se desenrola em todo o trabalho?

(Pedro) Ainda não divulgamos o nome do disco. Sobre a construção dele, foi um momento que a gente quis experimentar vários produtores diferentes para construir um mesmo projeto. A gente ainda não tinha feito isso, os discos anteriores foram feitos só com um produtor, então cada música desse próximo disco é muito única.

A temática principal deste trabalho está mais na estética. As músicas estão muito conectadas com o que está sendo vivido por nós em cada momento. A estética do disco ainda vai ser descoberta, depois voltamos a falar disso, numa outra entrevista (risos).

Papelpop: Estão na estrada desde 2014 e o primeiro disco é de 2016, podem nos dizer algumas palavras sobre o momento que estão vivendo em 2021? Qual sentimento que define esse novo passo do Lagum?

(Jorge) O sentimento de um passo de cada vez. Apesar de trabalharmos com objetivos de médio, longo e curto prazo, precisamos ter serenidade e foco para discernir e transformar todas as ideias em ações. São muitos caminhos paralelos que andam juntos, trabalhar no conceito e músicas do novo álbum, pensar e produzir lançamentos que sairão em breve, imaginar e conceber a nova turnê, etc. E isso tudo acontece num momento de instabilidade social e emocional que acaba afetando cada um de uma forma, em razão da pandemia, e incertezas do nosso setor.Por isso, estarmos juntos, termos tranquilidade e foco no presente tem sido o principal caminho para nós nesse momento.

Papelpop: Os últimos dois singles lançados carregam descontração e nostalgia na essência. Isso fará parte de todo o álbum ou terão alguma nova direção musical durante as faixas? Há experimentações ou flertes com gêneros não explorados?

(Pedro) O projeto inteiro foi feito por vários produtores diferentes então cada música se tornou muito única dentro do todo. A gente experimentou muito, flertou com vários gêneros que ainda não tínhamos explorado, tem muita coisa diferente, que a gente nunca fez. Todo álbum tem uma música que a gente vai no samba e outros estilos, mas nesse tem coisas bem inusitadas para nós mesmos.

Esse lance da nostalgia foi algo bem proposital. A gente conversou antes de começar o processo do álbum, trocou uma ideia sobre resgatar algumas coisas, como referências de bandas, sonoridades e temas de quando a gente era criança ou estava no início da adolescência. Isso, com certeza, faz parte do processo todo.

Papelpop: Sabemos que os clipes da banda sempre carregam referências a filmes e cultura pop em geral. De onde vem essa veia? Podemos esperar mais homenagens nos próximos vídeos? Quais?

(Pedro) Cada processo acontece de uma maneira bem diferente. Tem vezes que a gente já chega com ideias pro diretor, outras em que a gente discute com o diretor e chegamos numa ideia completamente juntos e também, vezes em que o diretor apresenta alguma ideia e é assim que acontece. Não tem muito uma fórmula deles acontecerem.

Sobre homenagens, com certeza pretendemos levar o Tio em todos os clipes, todos os shows e todas as músicas em que ele já está presente. Queremos carregar e homenagear ele pra sempre, porque foi um cara que mudou nossas vidas.

Papelpop: Ainda sobre os clipes, o registro de “Musa do Inverno” é quase um spin-off de “Musa do Verão”. Nós adoramos a ideia! Como foi a gravação, a conversa para a participação especial com Felipe Dylon?

(Pedro) A gravação do clipe foi muito maneira. Éramos nós mesmos vestidos de Scooby Doo, foi muito hilário. Tivemos a ideia para participação do Felipe Dylon numa reunião, foi uma ideia do Jorge. Fizemos esse convite pra ele, ele topou e veio pra BH. Foi muito engraçado porque a ideia era ele parecer um vilão do Scooby Doo, mas ele não agiu dessa forma, ficou com aquele sorrisão na cara e curtindo com a gente na van no final do clipe. Isso foi muito legal porque no desenho, normalmente o vilão é preso e fica com cara marrenta.

A participação do Felipe foi muito inusitada, já que não sabíamos como ele ia atuar. Não falamos nada pra ele e isso tornou o clipe mais especial ainda.

Papelpop: Falando em participação especial, vocês terão novos feats no próximo projeto? Podem falar quais ou dar alguma dica?

(Zani) Teremos novas participações especiais, no plural, nesse álbum. No próximo lançamento, teremos um feat, mas falar quem é, é difícil… A dica que eu posso dar pra vocês é que será um samba trap.

Papelpop: Como funciona o processo de criação e gravação de vocês? Estamos curiosos para saber a rotina do grupo enquanto produzia essa nova fase da banda.

(Zani) Nosso processo de criação normalmente parte do Pedro. Ele traz as letras das músicas com uma melodia, a gente trabalha em cima da harmonia, troca os acordes e as notas, discute sobre a letra, vê o que pode melhorar e se ta bom e, então, partimos pra gravação. Nosso processo variou muito nesse disco por ter sido produzido por várias pessoas diferentes. Somos bem abertos em relação a isso e trabalhamos de várias maneiras diferentes.

Estamos com o álbum encaminhado desde 2020 e, com a pandemia, resolvemos segurar e tirar algumas coisas, gravar outras… Foi um disco que foi se modificando durante a produção. Todas as baterias que temos no álbum, de todas as músicas, são do Tio. Ele deixou tudo gravado antes de ir e foi uma coisa bem legal. É um álbum que está sendo incrível de fazer, principalmente por conta dessa diversidade na produção de estilos.

Papelpop: Se o álbum fosse uma produção para o cinema ou TV, qual série ou filme que usariam para descrever o projeto?

(Jorge) Um meio termo entre “Uma Noite no Museu” e “Velvet Buzzsaw”.

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